Este é um dos pleonasmos de que nunca me lembro, quando quero dar exemplos de pleonasmos.
E agora ocorreu-me, ao pensar no meu trabalho de hoje para a tese: estava com medo de enfrentar o "bicho", porque achava que não ia saber por onde lhe pegar, mas não há nada como colocarmo-nos à frente da coisa, ou pôr a coisa à nossa frente, e ver o que acontece. Assim que comecei, engrenei e cá estou a trabalhar a todo o vapor, sem querer parar. Posso não estar a avançar muito, mas estou a avançar alguma coisa e isso já importa muito.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Partes chatas
Há partes da tese que não apetece nada escrever. São descritivas, chatas, não trazem nada de novo. Mas se não existirem, parece que me esqueci daqueles aspectos importantes a ter em conta. Por mais que já se saiba o que nelas se diz, e por pequenas que sejam, fazem falta, não há volta a dar-lhes.
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Confusão necessária
Estou na fase de "embrulhar o texto" - é irremediável.
Parece que, para atingir um certo grau de complexidade (pela positiva, associada à sofisticação), é preciso ir debitando ideias em catadupa para o documento, que vai fica cada vez mais pesado e confuso, cheio de pensamentos cruzados que depois têm de ser pacientemente desembaraçados uns dos outros e cuidadosamente explicados, um de cada vez.
Se não os atirar todos ao molho para o ficheiro, corro o risco de nunca mais os ver. Por isso, é melhor assim.
Parece que, para atingir um certo grau de complexidade (pela positiva, associada à sofisticação), é preciso ir debitando ideias em catadupa para o documento, que vai fica cada vez mais pesado e confuso, cheio de pensamentos cruzados que depois têm de ser pacientemente desembaraçados uns dos outros e cuidadosamente explicados, um de cada vez.
Se não os atirar todos ao molho para o ficheiro, corro o risco de nunca mais os ver. Por isso, é melhor assim.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
Os primeiros comentários à margem
Gostei de ler os comentários e sugestões que o meu orientador fez no ficheiro que lhe enviei. Fiz alterações em conformidade e guardei a versão actualizada. Boa! Mais um para a colecção...
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
!
Leu e diz que está muito bom. Envia com comentários e sugestões, que fico curiosa para ver. Amanhã.
Descanse, não descanse
Descanse, que eu vou ler, disse-me o orientador, a propósito do subcapítulo que lhe enviei. E não descanse, vá trabalhando, acrescentou.
Claro que sim. Mas ontem dormi até às 11h.30m. e não fiz nada para a tese o dia todo. Há dias assim, de negação... sobretudo segundas-feiras!
Claro que sim. Mas ontem dormi até às 11h.30m. e não fiz nada para a tese o dia todo. Há dias assim, de negação... sobretudo segundas-feiras!
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Tudo o que não li
Estou completamente assoberbada por tudo o que não li, nem lerei, porque é impossível.
Perante essa fatalidade, resta-me aproveitar ao máximo o que for capaz de ler, para que não se note muito a falta do resto...
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Done and sent
Acabei finalmente este subcapítulo que se arrastava há meses e enviei-o para o meu orientador, que espero tenha tempo para o ler nas próximas semanas. Preciso que ele me diga se é para deitar fora, reescrever ou guardar, para poder recuperar a tranquilidade que neste momento parece estar a fugir do meu cérebro atarantado.
Continuo cheia de vontade de ler e escrever, embora o meu bebé de 3 meses não me ajude muito a concentrar-me...
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Na Cidade do Conhecimento
Nunca tinha ido à Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, por isso valeu a pena lá ir ontem, só por esse motivo.
Mas houve outros, bem melhores. Conheci alguns dos grandes entendidos na matéria, nomes que eu admirava sem lhes poder associar um rosto, um olhar, uma voz. Agora posso, e ainda por cima eram pessoas simpáticas e muito amáveis. Vim de lá com ideias, porque o que ouvi me foi útil. Mas também me soube bem aperceber-me de que já sabia muito do que ali se disse, porque o meu estudo tem dado frutos.
E nunca pensei que um filho meu entrasse na faculdade tão cedo na vida!...
Mas houve outros, bem melhores. Conheci alguns dos grandes entendidos na matéria, nomes que eu admirava sem lhes poder associar um rosto, um olhar, uma voz. Agora posso, e ainda por cima eram pessoas simpáticas e muito amáveis. Vim de lá com ideias, porque o que ouvi me foi útil. Mas também me soube bem aperceber-me de que já sabia muito do que ali se disse, porque o meu estudo tem dado frutos.
E nunca pensei que um filho meu entrasse na faculdade tão cedo na vida!...
terça-feira, 21 de janeiro de 2014
Continuum
Trabalho intenso de reflexão e escrita. Sempre com gosto e vontade, mesmo quando me sinto um pouco perdida e insegura - o que é excelente.
Embrulho e desembrulho, sucessivamente, o subcapítulo que já vai com 20 páginas.
Embrulho e desembrulho, sucessivamente, o subcapítulo que já vai com 20 páginas.
segunda-feira, 20 de janeiro de 2014
Prazos
O orientador não quer estabelecer prazos, tenho de ser eu a gerir o tempo da escrita e entrega.
Tinha pensado entregar-lhe esta parte até ao final do ano, mas as férias escolares obrigaram-me a interromper os trabalhos. Agora está decidido: até ao final de Janeiro tenho de enviar ao orientador a parte que estou a escrever.
Tinha pensado entregar-lhe esta parte até ao final do ano, mas as férias escolares obrigaram-me a interromper os trabalhos. Agora está decidido: até ao final de Janeiro tenho de enviar ao orientador a parte que estou a escrever.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Convite
Lançamento da revista onde sai o meu artigo, com direito a "mesa redonda" de discussão sobre o tema - coisa pouca, para quem está habituado, mas algo especial para mim, que me estreio agora nestas andanças académicas.
Fiquei com vontade de ir, apesar de ser longe de casa e de estar a amamentar um bebé de 3 meses. É sempre bom aparecer (nunca se sabe que outros contactos e convites podem surgir nestas ocasiões) e melhor ainda conhecer pessoalmente os grandes nomes da área e ouvi-los falar sobre o assunto.
Fiquei com vontade de ir, apesar de ser longe de casa e de estar a amamentar um bebé de 3 meses. É sempre bom aparecer (nunca se sabe que outros contactos e convites podem surgir nestas ocasiões) e melhor ainda conhecer pessoalmente os grandes nomes da área e ouvi-los falar sobre o assunto.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
Bom sinal
É bom sinal que eu não tenha tempo de vir aqui escrever nem que sejam duas linhas, apesar de estar a conseguir trabalhar para a tese :)
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Anti-social
Estou a entrar naquela fase anti-social da escrita da tese em que me sento ao computador em pijama logo de manhã e não dou pelo passar do tempo. Só quero que ninguém me incomode nem obrigue a vestir-me, aproveitar ao máximo o tempo de sossego e solidão.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Paragem forçada
Às vezes o fio do raciocínio parte-se e a reparação é demorada.
Sinto-me como se estivesse num comboio que, por qualquer razão incompreensível, tivesse parado numa estação desconhecida por tempo indeterminado.
Aguardo, resignada à minha impotência para fazer continuar a viagem, com impaciência e incompreensão perante esta paragem.
E vou lendo, enquanto o tempo passa.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
At last!
É o melhor presente de aniversário que podia receber, pelo menos no que diz respeito a este meu percurso no curso de doutoramento: acaba de me contactar no chat do Gmail uma das responsáveis pela Revista de Estudos Literários a dizer que me vai enviar finalmente um exemplar do n.º 3, onde sai o meu artigo! É que já devia ter saído em Abril... finalmente! Já pensava que não tinham dinheiro para editar mais números...
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
Novo adiamento!
Pensei que o adiamento que me tinham concedido para entregar a tese era único e definitivo, apesar de eu ter feito dois pedidos diferentes, tendo em conta que a resposta veio bastante tempo depois do segundo. Mas não: hoje tive uma bela surpresa, ao verificar que me enviaram um e-mail a conceder-me outra extensão do prazo de entrega da tese: 4 de Março de 2015!!
É fantástico saber que, agora sim, o trabalho é exequível no tempo que tenho. Mas vamos a ver é se não perco o emprego por não ter o doutoramento antes disso...
É fantástico saber que, agora sim, o trabalho é exequível no tempo que tenho. Mas vamos a ver é se não perco o emprego por não ter o doutoramento antes disso...
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Salada de ideias
Decididamente, tenho de organizar as ideias. Não posso continuar a tentar escrever em três frentes de ideias mantendo-as todas no mesmo saco. Dividi o capítulo em três partes e separei-as por três ficheiros diferentes. Respirar fundo... Vá. Agora: um de cada vez.
segunda-feira, 25 de novembro de 2013
O imbróglio
Isto está cada vez mais enguiçado.
No pouco tempo que tenho, às vezes enredo ainda mais o fio da argumentação, em vez de o estender.
Há parágrafos que mais vale eliminar (mas... e se...?). Por via das dúvidas, corto-os e volto a colá-los num ficheiro a que chamei "parágrafos soltos". Se me arrepender, posso sempre ir lá buscá-los mais tarde.
O corta-e-cola é tanto, que isto corre o sério risco de ser apenas uma salada de ideias soltas. Preciso de acabar o capítulo, deixá-lo em pousio e depois lê-lo com outros olhos, à distância crítica de quem (a fingir) não o escreveu.
No pouco tempo que tenho, às vezes enredo ainda mais o fio da argumentação, em vez de o estender.
Há parágrafos que mais vale eliminar (mas... e se...?). Por via das dúvidas, corto-os e volto a colá-los num ficheiro a que chamei "parágrafos soltos". Se me arrepender, posso sempre ir lá buscá-los mais tarde.
O corta-e-cola é tanto, que isto corre o sério risco de ser apenas uma salada de ideias soltas. Preciso de acabar o capítulo, deixá-lo em pousio e depois lê-lo com outros olhos, à distância crítica de quem (a fingir) não o escreveu.
sábado, 23 de novembro de 2013
Desafio
Há vários espaços vazios, assinalados com
no capítulo que estou a escrever.
O desafio do momento é eliminar esses espaços que identifiquei, criando ligações lógicas e coerentes entre as ideias que, neste momento, estão desligadas entre si.
[??????]
no capítulo que estou a escrever.
O desafio do momento é eliminar esses espaços que identifiquei, criando ligações lógicas e coerentes entre as ideias que, neste momento, estão desligadas entre si.
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Truque
Este capítulo não me está a correr mal, mas existe sempre a possibilidade de o orientador me dizer que está uma m.... . Só quando o acabar e ele o tiver lido e achado bem, como o anterior, é que fico descansada. Até lá, um truque que uso para eliminar frases e parágrafos irrelevantes e depurar o que vou fazendo é pensar: «o que acharia ele desta ideia, se a lesse?»
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Pensamento do dia
Sempre aprendi que os factos devem ser distinguidos das opiniões e vice-versa, mas hoje ocorreu-me que uma tese sobre literatura é uma argumentação na qual o autor se esforça por fazer com que as opiniões pareçam factos.
quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Lado positivo
Teclar com um bebé ao colo a mamar não dá muito jeito, mas o facto de o
fazer mostra que estou tão entusiasmada, que não consigo parar de
escrever!
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Isto vai
Isto até vai correndo bem, escrevo umas linhas ou páginas todos os dias... os momentos (horas) em que sou forçada a interromper o trabalho até ajudam a perspectivar melhor e a reflectir mais sobre o que fiz atrás.
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
Adiamento!
Alívio: foi autorizado o meu pedido de adiamento do prazo de entrega da tese, tendo em conta o período em que estive de baixa por incapacidade para o trabalho!
Nova data-limite: 16 de Outubro de 2013. Parece longe, mas mal chega (se chega) para escrever o que tenho de escrever...
Nova data-limite: 16 de Outubro de 2013. Parece longe, mas mal chega (se chega) para escrever o que tenho de escrever...
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Um filho depois...
Lentamente, vou regressando às leituras e à escrita, depois de ter pedido suspensão do prazo de entrega da tese, claro, por motivos de incapacidade para o trabalho (baixa antes do parto) e maternidade.
Pensei que ia ser mais fácil conciliar os primeiros tempos da (re-)maternidade com a tese. Obviamente, a minha curta memória pregou-me uma partida! Não é bem verdade que os bebés "só comem e dormem" (precisam de mimos, atraem mimos como um íman, e têm muitas cólicas) e enquanto eles dormem as mães precisam de aproveitar esses preciosos momentos para fazer 700 coisas, incluindo dormir também!
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
HOORAY!
O meu orientador gostou do meu primeiro capítulo!
Demorou a ler e a responder, por isso já estava preocupada.
Mas felizmente, não tinha razão para isso. «Está globalmente muito bem» e é «praticamente definitivo», diz ele.
Demorou a ler e a responder, por isso já estava preocupada.
Mas felizmente, não tinha razão para isso. «Está globalmente muito bem» e é «praticamente definitivo», diz ele.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Férias... malditas férias
As férias são minhas inimigas declaradas, até que a tese esteja escrita.
Limito-me a esperar que acabem, enquanto engordo e vou contando as semanas da gravidez...
Limito-me a esperar que acabem, enquanto engordo e vou contando as semanas da gravidez...
quinta-feira, 1 de agosto de 2013
Baixa
A pior ciática da minha vida deixou-me de rastos, ou melhor, de cama. Hoje pedi a suspensão do prazo de entrega da tese (que era 4 de Abril de 2014), invocando a minha "incapacidade temporária para o trabalho", que durou um mês e meio.
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Ora bolas.
Hoje andei às voltas com o texto já escrito, mexendo e remexendo, e acabei a meio da página 23. O que equivale a dizer que não fiz praticamente nada senão "lamber" o quadro já pintado. E o mês de Junho aí à porta!... Estou, portanto, com um atraso de dois meses em relação ao prazo que tinha estipulado para entregar este capítulo ao meu orientador.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
E lá se vai mais uma sexta...
Hoje não foi um dia lá muito produtivo. Li na varanda, o que me desconcentrou bastante, e tive dores nas costas, o que me desconcentrou ainda mais. Quando me inspirei para escrever, já me restava pouco tempo útil. Mesmo depois de ir buscar as crianças, aproveitei enquanto brincavam para ligar o computador e aperfeiçoar o que tinha escrito, mas o raio da máquina resolveu recusar-se a gravar as alterações e depois, para cúmulo, fechou-me o Word e fez desaparecer o ficheiro. Estive, na última meia hora, a tentar fazer o que tinha feito no ficheiro que havia gravado noutro computador.
Resultado: continuo nas mesmas 22 páginas.
Santa paciência!
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Pouca-sexta
Definitivamente, este "diário" tornou-se semanário.
Em todo o caso, o trabalho continua. Hoje o dia rendeu bastante menos, entre uma ida ao hospital e uma reunião de trabalho, mas ainda assim valeu a pena ter feito questão de me sentar ao computador, como se tivesse longas horas pela frente. Já estou na página 22 e ainda não perdi a inspiração para continuar, o que é muito bom sinal, tendo em conta que estou, de certo modo, a escrever "a metro"!...
Em todo o caso, o trabalho continua. Hoje o dia rendeu bastante menos, entre uma ida ao hospital e uma reunião de trabalho, mas ainda assim valeu a pena ter feito questão de me sentar ao computador, como se tivesse longas horas pela frente. Já estou na página 22 e ainda não perdi a inspiração para continuar, o que é muito bom sinal, tendo em conta que estou, de certo modo, a escrever "a metro"!...
sexta-feira, 10 de maio de 2013
Enfim, sexta-feira!
É o meu dia sagrado, religiosamente reservado para a tese.
Por mais trabalho que tenha no emprego, por mais que me esmifrem e explorem, por mais tempo que lá passe (há dias em que vivo ali das 9.30 da manhã às 11 da noite), a sexta-feira em casa ninguém me tira. É pouquíssimo, mas já que é o que tenho, agarro-me a ela como náufrago a pedaço de madeira.
E isto hoje está a correr bem...por isso, é melhor voltar ao livro e aos ficheiros!
PS - o capítulo que foi partido em dois e ficou com dez páginas em vez de vinte já está com vinte outra vez!
sexta-feira, 19 de abril de 2013
devagar se vai... atrás!
Às vezes dedico-me a isto de forma absorta e entusiasmada, mas esqueço-me de vir aqui deixar uma nota para a posteridade. Ou seja: o facto de eu não vir aqui deixar umas palavras não significa que não tenha feito nada.
É verdade que ando atrapalhadíssima com trabalho e que tenho tido muito pouco tempo para dedicar às leituras e à escrita da tese. Mas alguma coisa vou fazendo, nem que seja dar uns passos atrás, para avançar depois com mais pertinência e adequação. Refiro-me ao facto de, na passada sexta-feira, ter partido ao meio um suposto capítulo, para o transformar em dois pedaços de dois capítulos distintos. Se faz mais sentido assim, então é andar para a frente, sem lamentar o facto de as 20 páginas que já tinha para o primeiro a ter de acabar terem passado a 10...
É verdade que ando atrapalhadíssima com trabalho e que tenho tido muito pouco tempo para dedicar às leituras e à escrita da tese. Mas alguma coisa vou fazendo, nem que seja dar uns passos atrás, para avançar depois com mais pertinência e adequação. Refiro-me ao facto de, na passada sexta-feira, ter partido ao meio um suposto capítulo, para o transformar em dois pedaços de dois capítulos distintos. Se faz mais sentido assim, então é andar para a frente, sem lamentar o facto de as 20 páginas que já tinha para o primeiro a ter de acabar terem passado a 10...
terça-feira, 16 de abril de 2013
Feito.
2 exemplares do relatório entregues, mais um CD, para ficarem numa qualquer gaveta de um qualquer gabinete do departamento. Viva a burocracia!
quinta-feira, 28 de março de 2013
Boa!
O meu orientador acaba de me enviar um e-mail a felicitar-me pelo relatório, ao qual não tem sugestões de melhoramento a fazer. Diz que posso imprimir, que está «mais do que bem: apresenta o argumento, mostra que há um argumento, desenvolve-o o suficiente e expõe os meios de elaboração e conclusão da tese». Não gosta apenas de uma coisa: o uso da primeira pessoa do plural. E eu a pensar que era obrigatório! Ora, não seja por isso...
Naturalmente, fiquei muito satisfeita. Não é a tese, mas para lá caminho.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Duas semanas depois...
Li mais uns capítulos da minha bíblia do momento, mas só consegui (hoje) avançar mais uma página: estou na 19. Devagar se vai ao longe.
quinta-feira, 7 de março de 2013
On the right track
Para passar da página 18 preciso de mais leitura. Bastante mais. Mas sei o caminho e lá chegarei! De preferência, antes do fim deste mês...
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Labor
10 páginas espremidas a custo são tudo o que tenho por agora, para um capítulo que deverá ter umas 30. É preciso ler muito mais, para lá conseguir chegar. E o tempo a passar...
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
O lado positivo
O lado positivo é que o desafio se torna cada vez mais estimulante, à medida que as leituras que vou fazendo parecem espartilhar as minhas possibilidades de ser original. Embora pareça uma atitude destrutiva, ler contra os outros (o que não invalida ler também a favor deles) ajuda a ir construindo uma argumentação diferente, que acrescenta qualquer coisa ao que já foi dito.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Tranquilizante
Efectivamente, o meu orientador minimizou a questão: «chato seria encontrar uma tese igual depois de ter escrito a sua», foi mais ou menos o que ele disse. O que eu tenho a fazer é "simplesmente" escrever uma tese melhor. E esses tais "trunfos" que ela usou em linguagem escolástica nem se percebem. Aparentemente, não será assim tão difícil fazer melhor, se me mantiver fiel à minha ideia de fundo (na qual pelos vistos ele acredita e confia mais do que eu).
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Mixed emotions
Incrível. Uma colega estava a fazer "limpezas" no gabinete ao lado, livrando-se de livros (!) que não lhe interessavam e veio oferecer-me quatro ou cinco que talvez me interessassem a mim. Eis que entre eles, além do número de uma revista em que aparece um artigo meu (dá sempre jeito para oferecer), estava uma tese de doutoramento publicada no ano passado, sobre uma temática com mais pontos de contacto com a minha do que seria desejável.
Folheei-a avidamente, detendo-me no índice. Quase gémeo do meu, no tema de fundo e na lógica do percurso. Não quis acreditar. Li-a durante todo o dia, sentindo-me agradecida pela minha sorte e ao mesmo tempo lastimosa pelo meu azar. Sublinhei furiosamente, escrevi comentários à margem, procurei desesperadamente encontrar pontos de fuga para uma argumentação diferente.
Cheguei ao fim da tarde aliviada por ter "dominado" o monstro e entristecida por saber da sua existência.
Claro que é sempre possível criar um monstro diferente, mas há ideias e expressões que eu tinha pensado que eram trunfos só meus e que a autora daquela tese já avançou. Isso é natural, acontece, dirá o meu orientador. Pois. Os acidentes também acontecem. Mas são sempre muito desagradáveis.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
A bom ritmo
A bom ritmo, enquanto as aulas não recomeçam, pois esperam-me 14 horas letivas no 2.º semestre, mais 30 presidências de júris em defesas de relatórios de estágio.
A bom ritmo, vou lendo todos os dias, sem me dispersar demasiado, sem sair deste caminho que ainda tem tanto para eu trilhar.
Fiz o relatório, refiz o índice da tese, estabeleci momentos de entrega das várias partes, delineei uma rota e agora acho que sei por onde ir, qual o passo a dar em seguida.
Até ao próximo sobressalto por insegurança, ou à próxima interrupção por falta de tempo, sigo a bom ritmo. É aproveitar.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
Lost in bureaucracy
E eis que tenho de preparar um relatório "do progresso do trabalho da tese" que me obriga a suspender o progresso do trabalho da tese.
Ironias pós-Bolonha...
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Gabinete só para mim
A ler um relatório de estágio emprestado pelo meu orientador. A sensação inicial foi de irritação (mais uma que já vem dizer tudo o que eu queria dizer), mas tenho aprendido umas coisas. E não diz tudo o que eu posso vir a dizer, é claro.
Tranquila...
Tranquila...
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
Subtítulo de cara nova
Troca de e-mails com o orientador sobre o subtítulo da tese. Ele acha bem a minha nova sugestão. Ainda temos muito tempo para isso, obviamente. Mas agrada-me ter substituído finalmente (e bem) uma pequenina parte do projecto que não tinha saído da minha cabeça, mas fora praticamente imposta pela minha ex-orientadora e com a qual eu não estava à vontade, até porque foi criticada pela Presidente do Júri na arguição do projecto.
Começo, aliás, a pensar que este subtítulo novo ainda há de tomar o lugar do título... a ver vamos.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
Dia banal, ideia original
A sugestão do meu orientador ficou-me a tilintar discretamente ao ouvido e ontem, em pleno ambiente de trabalho no gabinete, surgiu-me uma ideia que talvez seja adequada para dar forma a essa sugestão. Pode não ser, mas pode ser... é experimentar e ver. Vai levar algum tempo até que a possa pôr em prática e avaliar o resultado. Em todo o caso, deixou-me entusiasmada. E isso é sempre muito bom!
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Conversa de café
Encontro muito agradável com o orientador. Hora e meia de conversa amena e fácil, que me fez desejar a repetição regular. Está tudo certo, estou a desenvolver uma argumentação que ele confia que é original no nosso país e que só precisa de encontrar um reflexo na própria tese (no sentido de pôr em prática aquilo que advogo em teoria) para ficar excelente.
Tomei notas devidamente etiquetadas num ficheiro, para poder voltar mais tarde às palavras sábias do mestre.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Leitura e caco
Finalmente, o monstro A3ES deixou-me em paz (por enquanto) e posso voltar a dedicar-me às leituras.
Ontem imprimi tudo o que escrevi até ao momento e que poderá ser aproveitável para a tese, caso haja um apagão definitivo no computador e, concomitantemente, a perda da minha pen-drive. Mais vale prevenir...
Agora é ler e pensar, pensar muito. Para que a tese tenha caco, como diz o meu orientador.
sábado, 29 de dezembro de 2012
Cá estamos
Apesar do atrapalhamento das festas obrigatórias, continuo a fazer leituras. O ritmo é bastante lento, mas existe, ainda que os intervalos de inactividade sejam por vezes um pouco longos de mais.
Tenho dois livros em espera, na prateleira. Há um livro que não chega e que me está a deixar ligeiramente preocupada pelo dinheiro que paguei, talvez para nada. Contactei o vendedor, que me diz que ficou retido na alfândega, mas que deve chegar em breve. Foi há mais de um mês que o encomendei...
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Iupiiii!
O meu artigo revisto e alterado por sugestão do avaliador foi aceite para publicação na revista de especialidade!
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
Ler e transcrever... ou não
Quando a leitura é interrompida demasiadas vezes porque me ponho a transcrever parágrafos inteiros para as minhas fichas de citação, acho que estou a perder tempo. As fichas ficam óptimas, mas o tempo que levo a ler é três vezes superior ao que levaria se ficasse longe do computador. Pergunto-me se não seria melhor... acontece que, quando experimento, e mais tarde vou transcrever o que sublinhei, sinto que estou a perder ainda mais tempo, por voltar ao livro já lido quando podia ter outro entre mãos!... Se não transcrever nada, fico com a sensação de que nunca mais me vou lembrar do que li, nem vai ser possível reavivar a memória com a facilidade que as fichas permitem.
Decisions, decisions...
Decisions, decisions...
quinta-feira, 22 de novembro de 2012
Good vibes
Um livro fresco dos EUA chegou há poucos dias. Outros dois estão a caminho. Estou entusiasmada e acredito que serei capaz de extrair destas leituras ideias importantes para fazer um trabalho "com caco". O sentimento é positivo. Só o tempo é que insiste em fugir-me a sete pés!
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Manguel
Fantástica, inspiradora e comovente a sua História da Leitura - que tem a humildade de ser apenas Uma.
Aprendi já tanta coisa só de meia hora a passar os olhos por este livro! Por exemplo, que a expressão scripta manent, verba volant era usada para exprimir o sentido exactamente oposto daquele que lhe damos hoje.
Seja como for, estas palavras não são já tão estáticas como a escrita tradicional, porque voam pelo mundo fora, através da rede informática!...
Aprendi já tanta coisa só de meia hora a passar os olhos por este livro! Por exemplo, que a expressão scripta manent, verba volant era usada para exprimir o sentido exactamente oposto daquele que lhe damos hoje.
Seja como for, estas palavras não são já tão estáticas como a escrita tradicional, porque voam pelo mundo fora, através da rede informática!...
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
nota
Não é que não tenha trabalhado nos últimos dias (tenho, mas pouco. Um poucochinho de cada vez, que no entanto é significativo, e portanto nada desprezável).
O que acontece e justifica a ausência de entradas neste suposto diário é que nem sempre me ocorrem pensamentos merecedores de nota.
O que acontece e justifica a ausência de entradas neste suposto diário é que nem sempre me ocorrem pensamentos merecedores de nota.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Comunicação de leitura
Ontem comuniquei ao meu orientador uma leitura que estava a fazer. Não a leitura do gás ou da água, mas a leitura de uma obra teórica que ele não conhece e talvez goste de conhecer. Apreciou a referência e aconselha-me a continuar a dar-lhe notícias do que vou lendo. É um excelente método para me obrigar a resumir as ideias principais de cada livro. E dá-me mais entusiasmo saber que ele está à espera da próxima comunicação de leitura!
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Pensamentos cruzados
Com calma, um dia de cada vez, isto vai. É impressionante a capacidade do ser humano para, quase em simultâneo, acreditar e duvidar, imaginar-se a falhar ou a ser bem sucedido, misturando na mente emoções diversas e contraditórias a propósito de uma única situação ou experiência. À medida que leio e penso sobre a matéria que me ocupa, estou a visualizar-me a entregar a tese pronta ao orientador e, ao mesmo tempo, a dizer-lhe que vou pedir adiamento porque não consigo fazer nada!
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Living in the twilight zone
Tenho conseguido ler todos os dias alguma coisa útil para a tese, por pouco que seja. E sabe bem sentir esta imersão permanente no tema, como se fosse agora finalmente capaz de viver em duas dimensões ao mesmo tempo: a da vida mundana, do trabalho, da família, das tarefas domésticas, dos amigos; e a dimensão do doutoramento, a da reflexão demorada e contínua sobre o tema, que às vezes é estimulada quando menos espero, por algo que se passa na primeira dimensão.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
a minha amiga e Pilar
Um dia memorável! Fui assistir à apresentação de um livro cuja autora se movimentou em linhas semelhantes àquelas em que tenho estado a reflectir. Ouvi uma intervenção interessante e inspiradora de Viriato Soromenho Marques e, momento supreendente e inesperado, conheci Pilar del Río, que recebeu com agrado uma modesta lembrança minha (que sorte ter ali à mão uma publicação oportuna para lhe dar).
Tudo graças à minha querida colega de doutoramento, que me levou pela sua mão amiga e atenta ao sítio certo, à hora certa. Que tarde agradável, perfeita, inesquecível: a começar pela casa de chá japonesa onde lanchámos (nunca comi um brioche tão delicioso!!), onde a minha amiga me diz, como se fosse coisa pouca, que decidira lá ir, em primeiro lugar, para me ver. No fim, ainda me pagou o livro que eu quis comprar, sem ter dinheiro.
Obrigada, querida amiga! ;)
PS - E afinal até tinha dinheiro, mas tão convencida estava de que não tinha, nem verifiquei. Typical...
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Memofante precisa-se
Há uma dificuldade que me atormenta sempre que leio e tomo nota de uma ideia que me "vai ser útil mais tarde":
e se, mais tarde, eu já não me lembrar dela?
Mesmo que a registe cuidadosamente nas fichas de leitura, como é que eu vou lembrar-me de que na ficha de leitura tal, um ano ou dois atrás, registei uma ideia que é importante introduzir agora na minha argumentação?
Stop, think and rephrase
Tenho de parar de dizer que «já passou um ano e ainda não fiz nada para a tese».
Não é verdade. Li pouco, pensei pouco, escrevi pouco.
Mas o que fiz é alguma coisa e pode ter valor.
E dar valor ao que fiz é fundamental.
Eis um "diapositivo" :-)
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Noutros tempos
Não há muito, eu era capaz de ler, ler, ler devotamente e depois escrever artigos, ou ensaios, para os professores das disciplinas curriculares do doutoramento.
Agora, se tivesse de sujeitar-me ao mesmo esquema de trabalho, duvido que conseguisse. Não sei como fui capaz, agora sinto que as semanas me fogem a passo de corrida. E no entanto tenho as mesmas tarefas, as mesmas aulas, os mesmos filhos, a mesma casa... como é que tudo se complicou desta maneira?
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Metacompreensão
Há dias em que sinto que o meu maior problema, quanto à investigação e à tese, nem é a falta de tempo, mas a minha incapacidade para me concentrar. Pior do que ter pouco tempo para ler é descobrir que o tempo que tenho se desperdiça em constantes releituras, porque a cada parágrafo tenho de voltar atrás uma e outra vez, porque não fui capaz de reter o conteúdo à primeira leitura. Isto acontece-me cada vez mais e faz-me levar o triplo do tempo, ou mais, a ler cada texto. Assim não vai dar!!
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Preciso de paz e de tempo
É o trabalho que não me deixa dedicar-me à tese, ou é a forma como eu trabalho que não me permite fazê-lo?
As duas coisas, provavelmente.
Tenho lido, muito devagar, mas essencialmente tenho perdido os meus dias com assuntos prementes e passageiros, com distracções, com tarefas e mais tarefas que me aparecem continuamente à frente, como segundos a saltitar para fora de um relógio.
Preciso de paz e de um tempo que escorra silencioso e brando, como o leito de um rio desapressado.
Quero exilar-me numa casa no campo!
terça-feira, 4 de setembro de 2012
A little bit of chaos, please!
There is an unquestioned human appetite for intensity, and though we can exist without them, intense emotions make us feel that we are living.
Satisfaction of the human need to be bouleversé, carried “out of one’s mind”, seems to be provided
for in most societies and can be traced, in theory at least, back to very early
times.
Ellen Dissanayake, What Is Art For?
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Back to quiet reading :)
Humans are "something more" than animals because they do not take their world for granted on its own blind terms, but interpret it, fashion their experience of it in multitudinous and multifarious ways. Without human awareness, the world is a chip off a star, mechanically wheeling in a silent blankness.
Ellen Dissanayake, What is art for?
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Fim das férias
Ao contrário do que muita gente sente, o fim das férias é para mim o desejado regresso às "minhas coisas", aos meus afazeres. As férias sabem bem, mas são uma espécie de ilusão, uma quase procrastinação que, quando se prolonga demasiado, começa a causar angústia pelo que se vai acumulando para fazer quando o período de descanso chega ao fim.
Se fossem para sempre, as férias seriam uma prisão de tédio insuportável. E como são temporárias, quanto mais durarem pior. O trabalho que se vai acumulando do outro lado das férias é como o labor das aranhas e o assentar do pó numa casa fechada: quanto mais tempo passar, mais trabalho teremos a limpar.
Cheguei hoje e sinto-me um pouco perdida, como a melga que se vê perante um campo de nudistas: sei o que tenho de fazer, mas nem sei por onde começar!
Se fossem para sempre, as férias seriam uma prisão de tédio insuportável. E como são temporárias, quanto mais durarem pior. O trabalho que se vai acumulando do outro lado das férias é como o labor das aranhas e o assentar do pó numa casa fechada: quanto mais tempo passar, mais trabalho teremos a limpar.
Cheguei hoje e sinto-me um pouco perdida, como a melga que se vê perante um campo de nudistas: sei o que tenho de fazer, mas nem sei por onde começar!
segunda-feira, 23 de julho de 2012
The reflective dimension of reading literature
The greatest gift of aesthetic response is the desire to take new responsibility, to somehow live more artfully and meaningfully in the real world.
Wilhelm & Novak
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Ruído
Gostava que as minhas colegas fossem de férias. Elas bem precisam, coitadas. E assim eu ficava sossegada com o gabinete só para mim! Tenho tanta dificuldade em concentrar-me quando há vozes por perto....
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Quantos professores têm em conta que...
[...] teachers contribute much more to student learning by spending their time planning supportive instruction delivered before and during reading and writing than they do by responding to student work after it is done.
Jeffrey Wilhelm and Bruce Novak, Teaching Literacy for Love and Wisdom
terça-feira, 10 de julho de 2012
Não ler livros é pior do que censurá-los...
«Joseph Brodsky said in his 1987 Nobel Prize acceptance speech, "Though we can condemn ... the persecution of writers, acts of censorship, the burning of books, we are powerless when it comes to [the worst crime against literature]: that of not reading the books. For that ... a person pays with his whole life; ... a nation ... pays with its history."»
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Reading on...
A leitura é vagarosa, mas talvez por isso mais profícua. Os livros podem ser tratados como páginas na Internet com hiperligações: cada referência a outro texto, a um autor, a um local, a um povo, etc. pode ser explorada ou pelo menos "espreitada", como os trilhos que aqui e ali se estendem para dentro do bosque, a partir do caminho principal.
Faço isso e acabo com o livro cheio de notas à margem, de referências a coisas que descobri, até com textos literários apensos, que fui ler porque eram referidos pelos autores do livro. Assim, aprende-se muito mais. Ou um nadinha mais, considerando tudo o que falta!
quarta-feira, 4 de julho de 2012
Investigação & Companhia
Nunca imaginei que isto fosse possível, mas a minha filha é tão sossegada, que vem comigo para o trabalho e me deixa fazer leituras para a tese enquanto cá estamos as duas e as horas passam silenciosas e tolerantes, enquanto para lá da janela o sol desce sobre o horizonte.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Never ending book
Bolas, que este livro nunca mais acaba!!
Ou sou eu que leio extremamente devagar...?
Ou sou eu que leio extremamente devagar...?
terça-feira, 26 de junho de 2012
Recursos e mais recursos
A Internet é uma vertigem. O livro que estou a ler faz de vez em quando referência a portais úteis na Internet, pelo que vou alternando a leitura do papel com a leitura do ecrã.
Mas o ecrã é terrível, porque cada texto tem montes de sugestões de livros para ver, blogues e sites para espreitar, ligações para outras páginas, etc.
Neste momento, a minha pálpebra direita salta nervosamente e sinto-me ligeiramente perdida, confusa e assoberbada com tanta informação, e ao mesmo tempo entusiasmada, contente, satisfeita com tanta coisa que encontrei. São demasiadas emoções para mim!
Mas o ecrã é terrível, porque cada texto tem montes de sugestões de livros para ver, blogues e sites para espreitar, ligações para outras páginas, etc.
Neste momento, a minha pálpebra direita salta nervosamente e sinto-me ligeiramente perdida, confusa e assoberbada com tanta informação, e ao mesmo tempo entusiasmada, contente, satisfeita com tanta coisa que encontrei. São demasiadas emoções para mim!
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Pensamentos em três actos
1. Cá tenho estado, lendo e escrevendo (artigos, não a tese), embora sem dar notícias. Faço pouco, porque há muitas tarefas e distracções pelo meio, mas faço mais do que dou a entender por aqui... sobretudo, a cabeça não pára. E basta ver uma entrevista a alguém interessante na televisão (Eduardo Galeano, Suad Amiry, Karen Armstrong, António Coimbra de Matos...) para guardar uma boa ideia numa das gavetinhas do meu desarrumado cérebro.
2. Há dias, numa reunião, um senhor doutor que se parece considerar muito importante acusou-nos a todos (docentes da instituição onde trabalho) de publicar pouquíssimo ou nada, sobretudo em revistas internacionais. Pergunto-me o que terá ele publicado e, mais importante, como é que ele sabe se nós publicamos ou não.
3. Quando os meus orientadores respondem que não, nunca ouviram falar do livro ou da revista que eu menciono, parece-me sempre que, se eles não conhecem, é porque não é importante. Mas quando eles me perguntam a mim se conheço o autor tal ou a obra tal, sinto-me sempre ignorante, porque esse título é obviamente importantíssimo e eu devia conhecê-lo!
quinta-feira, 14 de junho de 2012
Segunda volta
Afinal consegui! Reescrevi o artigo cuja avaliação tinha sido péssima e voltei a enviá-lo para a coordenação editorial. Imagino a cara antipática do avaliador quando o receber de novo. Fará um ar altivo e desconfiado, como quem diz «vamos lá ver o que é que sai daqui agora...».
Independentemente de achar que esta versão é publicável, imagino que ficará satisfeito ao verificar que o texto está irreconhecível, porque eu me esforcei por seguir os seus doutos conselhos. Eliminei as citações, evitei os clichés, fiz as sugestões concretas e práticas que ele queria ver e dirigi-me ao público-alvo de forma mais adequada.
Se mesmo assim ele não gostar, eu dou-me por satisfeita e agradeço-lhe pela excelente oportunidade de aprendizagem e aperfeiçoamento que me proporcionou.
Independentemente de achar que esta versão é publicável, imagino que ficará satisfeito ao verificar que o texto está irreconhecível, porque eu me esforcei por seguir os seus doutos conselhos. Eliminei as citações, evitei os clichés, fiz as sugestões concretas e práticas que ele queria ver e dirigi-me ao público-alvo de forma mais adequada.
Se mesmo assim ele não gostar, eu dou-me por satisfeita e agradeço-lhe pela excelente oportunidade de aprendizagem e aperfeiçoamento que me proporcionou.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Reconhecendo finalmente o óbvio
Começo finalmente a reconhecer a relevância de uma verdade incómoda: a leitura atenta da bibliografia não é compatível com o uso do chat no Gmail...
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Leituras em curso
É isso: leituras em curso. Muitas. Feitas com entusiasmo e com algum medo.
Porque os livros podem ser um bocadinho assustadores, quando olhamos para eles pela primeira vez e parece que nunca seremos capazes de apreender tudo o que iremos encontrar lá dentro.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Pés na terra
Hoje foi ao contrário: recebi resposta da coordenação editorial de uma revista sobre o artigo que submeti a apreciação e o resultado, não tendo sido definitivamente negativo, é duro de roer: o avaliador assinala com uma cruz a opção de que o texto é «fraco, revelando grandes insuficiências» e explica essa escolha com argumentos vários: há muitas citações, estereótipos, nenhuma novidade, erros sintácticos e falta o que seria realmente interessante, na linha do assunto, e que se prende com a apresentação de propostas concretas e de uma argumentação mais consistente e menos presa a "clichés simplistas". Apesar de tudo, e em última análise, o artigo «tem potencial mas necessita de alterações significativas», assinala o avaliador.
As coordenadoras da revista escrevem-me o seguinte: «Queremos encorajá-la a fazer essa revisão e a apresentar uma nova versão no prazo de um mês».
O texto é, basicamente, um trabalho que fiz para avaliação num dos seminários do doutoramento. Por isso mesmo, percebo que o avaliador tenha considerado o texto desadequado para o público a que se destina - que é inteiramente outro do que foram os destinatários do trabalho.
Para já, tenho grandes dúvidas sobre a minha capacidade para fazer melhor. É evidente que preciso de fazer muito mais leituras e ter chegado muito mais longe na tese, para poder traduzi-la depois num artigo de qualidade...
domingo, 13 de maio de 2012
Pensar
Mais do que fazer alguma coisa todos os dias, o fundamental é pensar sobre o tema da tese todos os dias.
terça-feira, 8 de maio de 2012
quinta-feira, 3 de maio de 2012
Thumbs up!
Dia bem positivo!
Recebo logo de manhã um e-mail a perguntar se estou interessada em apresentar uma comunicação num encontro a realizar. Era o que eu ambicionava há já algum tempo e já tenho a intervenção preparada com Powerpoint pronto e tudo! Só falta saber se aprovam o meu tema, mas estou aberta a outras sugestões, caso queiram que o altere.
À tarde tive um encontro muito agradável com o meu orientador.
Para ele, esta é a parte mais “gira” de fazer uma tese: a parte em que se aprende. Aconselha-me a não desprezar isso, a não desperdiçar esta fase, a dar-lhe a atenção que ela merece. Basicamente, não devo pensar que já devia ter avançado mais, porque não faria sentido ter escrito já um capítulo da tese. É preciso ler muito e ler leva tempo. Portanto, estar onde estou é normal e parece-lhe que tenho feito um bom trabalho.Gostou das referências bibliográficas que encontrei e de que me ocupo de momento e acha óptimo estar a publicar artigos, porque isso vai valorizar a tese.
Precisava mesmo deste voto de confiança por parte dele! Sinto-me bem.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Partilha
Ontem um colega perguntou-me qual era o tema do meu doutoramento. Disse-o de forma lacónica e genérica e ele, claro, quis saber mais. Como eu resisti, perguntou: «não consegues ser mais específica? Ou não queres revelar o teu tema?»
Era pura vergonha da minha parte. Receio de que ele e outra colega que estava ao nosso lado achassem o tema mau, desadequado, condenável. Quando ela se distraiu, acabei por lhe confessar a ele, que me pareceu ter uma mente mais aberta. Não só achou interessante, como passou de imediato a dar-me sugestões de aspectos que achava importante considerar. Fiquei contente, agradecida.
É bom poder partilhar com os outros aquilo que, tantas vezes, parece fazer sentido apenas dentro do nosso atormentado espírito.
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Robert Probst, my newest friend
Descobri um livro interessante, a comprar e a reler com atenção. Made my day!
Diz o autor: «buying is easier than creating». Uma aparente verdade de La Palice, mas que no contexto introduz um tema abordado de forma muito clara, despretensiosa, objectiva. Uma lufada de ar fresco, considerando os textos densos de ideias mal explicadas, palavrosos e intelectualóides que tenho lido sobre o mesmo assunto.
Diz o autor: «buying is easier than creating». Uma aparente verdade de La Palice, mas que no contexto introduz um tema abordado de forma muito clara, despretensiosa, objectiva. Uma lufada de ar fresco, considerando os textos densos de ideias mal explicadas, palavrosos e intelectualóides que tenho lido sobre o mesmo assunto.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Todos os dias fazer alguma coisa. Já tinha escrito isto aqui, já o tinha pensado.
Mas não tenho cumprido, por isso é preciso voltar a dizer: é fundamental trabalhar um pouco na tese todos os dias, por mais insignificante que seja (ou pareça) esse "trabalho" (às vezes pode ser apenas encontrar mais uma referência bibliográfica, ter uma ideia, formular uma questão, tomar uma breve nota). O mais importante é que não se perca de vista o assunto, que a tese, por mais abstracta e vaga que seja ainda, não seja esquecida por completo durante dias a fio.
Mas não tenho cumprido, por isso é preciso voltar a dizer: é fundamental trabalhar um pouco na tese todos os dias, por mais insignificante que seja (ou pareça) esse "trabalho" (às vezes pode ser apenas encontrar mais uma referência bibliográfica, ter uma ideia, formular uma questão, tomar uma breve nota). O mais importante é que não se perca de vista o assunto, que a tese, por mais abstracta e vaga que seja ainda, não seja esquecida por completo durante dias a fio.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Poeminha de Homenagem à Preguiça Universal
Que nada é impossível
não é verdade;
todo o mundo faz nada
com facilidade
Millôr Fernandes, in "Pif-Paf"
(in Citador)
Descanso
Fui para a praia com os miúdos e fez-me bem. Passei o dia a brincar com eles, sem preocupações, sem horas, sem restrições. E foi tão bom!
Às vezes também é preciso coragem para baixar os braços.
Às vezes também é preciso coragem para baixar os braços.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Não-sim-talvez
Não estou a trabalhar para o doutoramento, mas estou a trabalhar para o doutoramento.
Percebe-se?
Não faz mal.
Hoje, de qualquer maneira, não é dia. Ou melhor, não é dia, mas pode ser dia. É dia de vir para o emprego e trabalhar para o doutoramento, se for possível, porque estou sozinha no gabinete. Percebe-se?
Não faz mal.
Em todo o caso, de certo modo, estou a trabalhar para o doutoramento, ainda que indirectamente. Estou a reflectir sobre uma questão-chave para a tese, mas resolvi escrever um artigo, para arrumar as ideias. Não serve para incluir na tese, mas serve para arrumar as ideias. Percebe-se?
Ainda bem!
Percebe-se?
Não faz mal.
Hoje, de qualquer maneira, não é dia. Ou melhor, não é dia, mas pode ser dia. É dia de vir para o emprego e trabalhar para o doutoramento, se for possível, porque estou sozinha no gabinete. Percebe-se?
Não faz mal.
Em todo o caso, de certo modo, estou a trabalhar para o doutoramento, ainda que indirectamente. Estou a reflectir sobre uma questão-chave para a tese, mas resolvi escrever um artigo, para arrumar as ideias. Não serve para incluir na tese, mas serve para arrumar as ideias. Percebe-se?
Ainda bem!
segunda-feira, 26 de março de 2012
Limbo
Férias da Páscoa: o desafio de ter as crianças por perto e não me enervar. Enquanto houver tempo, há tempo.
quinta-feira, 15 de março de 2012
Papão
A bibliografia é decididamente o meu bicho-papão. Cresce desmesuradamente, ameaçadora e caótica, e faz-me sentir insignificante e impotente.
quarta-feira, 14 de março de 2012
( *%» )
Decidi trancar-me no gabinete onde trabalho, para que uma colega particularmente faladora não me viesse incomodar e eu pudesse fazer hoje alguma coisa para o doutoramento.
Quando ouvi os passos dela a subirem a escada e a baterem à porta, não fui capaz de ficar quieta. Levantei-me e fui abrir. Porquê?
Porque sou estúpida.
Disse-lhe que me tinha trancado por distracção e ouvi-a durante meia hora sem a ouvir. Senti-me estúpida, estúpida, estúpida.
Hoje odeio-me. Mesmo. Merda. Para não dizer pior.
Quando ouvi os passos dela a subirem a escada e a baterem à porta, não fui capaz de ficar quieta. Levantei-me e fui abrir. Porquê?
Porque sou estúpida.
Disse-lhe que me tinha trancado por distracção e ouvi-a durante meia hora sem a ouvir. Senti-me estúpida, estúpida, estúpida.
Hoje odeio-me. Mesmo. Merda. Para não dizer pior.
terça-feira, 13 de março de 2012
Grão a grão...
Uma amiga igualmente desesperada por falta de tempo no dia-a-dia para o doutoramento sugere que escrevamos a tese ao ritmo de uma frase por dia.
Talvez resulte...
Talvez resulte...
quarta-feira, 7 de março de 2012
semanário quando muito
Isto de diário tem muito pouco...
Hoje faço tudo menos concentrar-me no que é importante. Fujo da tese que ainda não é tese, por medo de ter de reconhecer que de tese não tem nada.
Não me consigo organizar, disperso-me, o método foi dar uma volta.
Sinto-me como o mosquito no campo de nudistas: sei o que fazer, mas não sei por onde começar.
Hoje faço tudo menos concentrar-me no que é importante. Fujo da tese que ainda não é tese, por medo de ter de reconhecer que de tese não tem nada.
Não me consigo organizar, disperso-me, o método foi dar uma volta.
Sinto-me como o mosquito no campo de nudistas: sei o que fazer, mas não sei por onde começar.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Lost in savings
Estou confusa e perdida entre ficheiros. Ora trabalho no emprego e uso a pen-drive para guardar os ficheiros, ora trabalho em casa e guardo os ficheiros no computador. Nesta alternância, já não sei qual é a última versão de cada ficheiro...
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Fantasmas
O dos orientadores substituídos.
O da minha incapacidade.
O da minha preguiça.
O do excesso de trabalho.
O da falta de tempo.
Ora vejamos:
o primeiro vai atormentar-me até ao fim dos meus dias, mesmo depois de ter a tese feita e defendida. Logo, não vale a pena preocupar-me demasiado com ele.
O segundo e o terceiro contradizem-se e anulam-se reciprocamente (se não sou capaz, não há esforço que valha a pena; se sou preguiçosa, é indiferente que seja capaz ou não), portanto, valem por um só.
O do "excesso de trabalho" é, também, incompatível com a preguiça. Se a assumo, não há trabalho que me preocupe. Se me ocupo do trabalho, venço a preguiça. Fica só este.
Falta de tempo é o que temos todos para viver. Até ao lavar dos cestos é vindima, pelo que só poderei dizer que não tive tempo suficiente se, em Janeiro de 2014, não tiver conseguido acabar a tese. Até lá, fico com o tempo que existe e com o trabalho todo que aparecer. Serve perfeitamente.
O da minha incapacidade.
O da minha preguiça.
O do excesso de trabalho.
O da falta de tempo.
Ora vejamos:
o primeiro vai atormentar-me até ao fim dos meus dias, mesmo depois de ter a tese feita e defendida. Logo, não vale a pena preocupar-me demasiado com ele.
O segundo e o terceiro contradizem-se e anulam-se reciprocamente (se não sou capaz, não há esforço que valha a pena; se sou preguiçosa, é indiferente que seja capaz ou não), portanto, valem por um só.
O do "excesso de trabalho" é, também, incompatível com a preguiça. Se a assumo, não há trabalho que me preocupe. Se me ocupo do trabalho, venço a preguiça. Fica só este.
Falta de tempo é o que temos todos para viver. Até ao lavar dos cestos é vindima, pelo que só poderei dizer que não tive tempo suficiente se, em Janeiro de 2014, não tiver conseguido acabar a tese. Até lá, fico com o tempo que existe e com o trabalho todo que aparecer. Serve perfeitamente.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Upa!
O meu coração bate com mais força assim que as coisas começam a correr bem. O meu entusiasmo salta cá dentro, faz-me levantar da cadeira e andar pela casa aos pulinhos. Sinto-me como se fosse uma lebre no primeiro dia de Primavera. Só quero fazer isto e mais nada, quais férias de Carnaval, qual Algarve. O ideal era que fossem todos e que me deixassem aqui, no meu bosque, no meu pequeno mundo.
Isto só pode significar que tenho, pelo menos, o gosto e a dedicação necessários para andar com isto para a frente.
Isto só pode significar que tenho, pelo menos, o gosto e a dedicação necessários para andar com isto para a frente.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Ora...ora
Acredito / não acredito; acredito / não acredito; acredito / não acredito; acredito / não acredito; acredito / não acredito; acredito / não acredito; acredito / não acredito; acredito / não acredito; acredito / não acredito; acredito / não acredito; acredito / não acredito; acredito / não acredito; acredito / não acredito; acredito / não acredito; acredito / não acredito; acredito / não acredito; acredito / não acredito; acredito / não acredito; acredito / não acredito; acredito / não acredito; acredito / não acredito; acredito / não acredito; acredito / não acredito; acredito / não acredito; acredito / não acredito; acredito / não acredito; acredito / não acredito; acredito / não acredito; ...
Deve acontecer a toda a gente.
Deve acontecer a toda a gente.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
A grande verdade
«Queres que eu te diga o que eu acho?», perguntaste-me. «O que eu acho é que se tiveres só um dia por semana para isso não vais fazer doutoramento nenhum.»
Nem mais.
Nem mais.
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Leituras com pó
Estou a ler artigos de 1999. Hesito, porque têm mais de 10 anos. Mas fazem-me reflectir e aprender. Não posso fingir que não são relevantes, porque são, apesar de datados.
Um dos dilemas do doutorando: ler ou não ler, eis a questão...
Um dos dilemas do doutorando: ler ou não ler, eis a questão...
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Para que se saiba:
estou completamente perdida neste círculo vicioso, em que ando há tempos às voltas sem sair do lugar. Não posso ser ajudada por ninguém, tenho de sair daqui sozinha. E não sei como.
O desespero é total.
Pode parecer parcial, mas é total.
O desespero é total.
Pode parecer parcial, mas é total.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Balanço do dia
Já são 19h.30m., tenho os filhos em casa, são quase horas de jantar, mas continuo agarrada à tese como se tivesse de acabar este capítulo antes da meia-noite. É bom, o balanço de hoje seria positivo, mas isto causa-me ao mesmo tempo uma grande frustração, porque o tempo não chega, nunca chega, para estar calmamente a trabalhar.
Claro que não posso queixar-me: fui jogar ténis de manhã, desperdicei mais de uma hora no almoço e perdi tempo várias vezes ao longo do dia. Mas agora apetecia-me continuar, agora é que me apetecia continuar. Rrrrrrr.
E por causa desta e de outras frustrações é que bati com a mão no roupeiro com toda a fúria e fiquei com um hematoma horroroso. Decididamente, sou um bicho muito complicado e às vezes detesto-me por isso. Como hoje.
Claro que não posso queixar-me: fui jogar ténis de manhã, desperdicei mais de uma hora no almoço e perdi tempo várias vezes ao longo do dia. Mas agora apetecia-me continuar, agora é que me apetecia continuar. Rrrrrrr.
E por causa desta e de outras frustrações é que bati com a mão no roupeiro com toda a fúria e fiquei com um hematoma horroroso. Decididamente, sou um bicho muito complicado e às vezes detesto-me por isso. Como hoje.
sábado, 28 de janeiro de 2012
Dias assim
Dias assim valem o preço que custam!
Mergulhei nisto logo de manhã, não sem antes ir fazer uma caminhada, para acordar. Um pouco tropegamente, sem saber muito bem por onde começar, como sempre à sexta-feira, mas lá fui abrindo caminho neste mar desconhecido e traiçoeiro.
Parei para um agradável almoço e voltei assim que pude para colar o rabo à cadeira e para alternar os olhos entre o monitor e os livros. Fui buscar os miúdos à escola, mas deixei tudo ligado e aberto, talvez me apetecesse continuar mais tarde, quando eles fossem dormir.
Deitei-os e voltei, com uma vontade arrefecida, mas ainda existente. Reengrenei e, coisa espantosa, embrenhei-me de tal modo que verifiquei, com espanto, que a meia-noite chegou sem eu dar por isso!
Claro, fiz outras coisas pelo meio, nem sei trabalhar de outra maneira. Mas a esta hora, como tenho pouca esperança de que o tempo me renda, dou-me ao luxo de manter o FB ligado. Daí o meu espanto: mesmo assim, rendeu. Óptimo sinal!
Mergulhei nisto logo de manhã, não sem antes ir fazer uma caminhada, para acordar. Um pouco tropegamente, sem saber muito bem por onde começar, como sempre à sexta-feira, mas lá fui abrindo caminho neste mar desconhecido e traiçoeiro.
Parei para um agradável almoço e voltei assim que pude para colar o rabo à cadeira e para alternar os olhos entre o monitor e os livros. Fui buscar os miúdos à escola, mas deixei tudo ligado e aberto, talvez me apetecesse continuar mais tarde, quando eles fossem dormir.
Deitei-os e voltei, com uma vontade arrefecida, mas ainda existente. Reengrenei e, coisa espantosa, embrenhei-me de tal modo que verifiquei, com espanto, que a meia-noite chegou sem eu dar por isso!
Claro, fiz outras coisas pelo meio, nem sei trabalhar de outra maneira. Mas a esta hora, como tenho pouca esperança de que o tempo me renda, dou-me ao luxo de manter o FB ligado. Daí o meu espanto: mesmo assim, rendeu. Óptimo sinal!
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Boa notícia
Alguém falou com ele e ouviu-o dizer que acha que eu vou fazer uma boa tese e que já encontrei o caminho. São mimos destes que me dão alento!
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Sexta-feira e... ?
Levo a semana a ansiar pela sexta-feira, que é o meu único dia de paz para me dedicar em exclusivo - ou quase - à tese. Mas quando ela chega sinto-me perdida e ansiosa, não sei bem como gerir o tempo, o que ler primeiro, por onde atacar o bicho.
Vou-me aproximando devagar, como quem não quer a coisa, só me falta assobiar para o lado.
Abro ficheiros, inteiro-me de como está a situação, desde a semana anterior. Está tudo na mesma, que pena... não tive nenhum acesso de sonambulismo inspirado.
Leio umas coisas quase ao acaso, lá me vou embrenhando no mato. A certa altura, sem dar por isso, estou a caminhar num trilho que se vai abrindo cada vez mais.
Piso o chão com força, não vá ele sumir-se.
Começo a entusiasmar-me e...
... são horas de ir buscar os miúdos à escola!
Vou-me aproximando devagar, como quem não quer a coisa, só me falta assobiar para o lado.
Abro ficheiros, inteiro-me de como está a situação, desde a semana anterior. Está tudo na mesma, que pena... não tive nenhum acesso de sonambulismo inspirado.
Leio umas coisas quase ao acaso, lá me vou embrenhando no mato. A certa altura, sem dar por isso, estou a caminhar num trilho que se vai abrindo cada vez mais.
Piso o chão com força, não vá ele sumir-se.
Começo a entusiasmar-me e...
... são horas de ir buscar os miúdos à escola!
domingo, 15 de janeiro de 2012
Avanti!
Nova troca de e-mails ainda na sequência da apreciação do meu novo ponto de partida, confirma-se que estou a ir bem. A última palavra do orientador foi Avanti!
Toca encontrar tempo e espaço para trabalhar nisto de forma sistemática e metódica. Não há desculpas que sirvam para protelar o que tem de ser feito... e bem feito!
Toca encontrar tempo e espaço para trabalhar nisto de forma sistemática e metódica. Não há desculpas que sirvam para protelar o que tem de ser feito... e bem feito!
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Tentar a serenidade
as palavras que vão surgir sabem de nós o que nós não sabemos delas.
René Char (poeta)
René Char (poeta)
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
Mensagem recebida
Mensagem de e-mail do orientador, logo após mais uma "investida" minha, a propósito da publicação que li hoje. Está melhor (com este texto, diz ele, oriento-me num sentido mais adequado ao que pretendo), mas dá ainda outras achegas que me parecem interessantes embora dificilmente exequíveis. Ele deve acreditar que sou capaz, mas ainda estou tão longe...!
Ora bolas :(
Começo logo o dia com uma descoberta desarmante: recebo em casa uma revista que contém, entre outros artigos, o texto de uma conferência integrada num encontro a que eu assisti - mas que logo por azar era a última comunicação, à qual faltei. Descubro, agora, que o conteúdo é muito semelhante ao do meu novo projecto, ou seja, aquilo que eu pensava que era um bocadinho de pólvora que eu tinha descoberto não é, afinal, novidade nenhuma...
Comentei isto com o orientador. Ele respondeu sugerindo que qualquer pretensão de ser original no que respeita ao âmbito em que se insere a tese seria uma veleidade minha. Original é a proposta que vou fazer nesse âmbito, mais nada. Faz sentido. Depois reflecti: sempre que eu demonstrar que tenho a pretensão de estar a ser original, provavelmente estou antes a demonstrar que não investiguei o suficiente. Reformulando: quem julga que diz alguma coisa pela primeira vez mostra, na maior parte dos casos, que simplesmente não sabe, porque não leu, que outros já pensaram isso mesmo.
Comentei isto com o orientador. Ele respondeu sugerindo que qualquer pretensão de ser original no que respeita ao âmbito em que se insere a tese seria uma veleidade minha. Original é a proposta que vou fazer nesse âmbito, mais nada. Faz sentido. Depois reflecti: sempre que eu demonstrar que tenho a pretensão de estar a ser original, provavelmente estou antes a demonstrar que não investiguei o suficiente. Reformulando: quem julga que diz alguma coisa pela primeira vez mostra, na maior parte dos casos, que simplesmente não sabe, porque não leu, que outros já pensaram isso mesmo.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Má época
Acabo de voltar atrás a ver o que andei a escrever por esta altura do ano em 2010. Verifiquei que sentia a mesma dúvida, o mesmo desespero. E mais: que fui ver o que havia escrito em 2009 e o sentimento era exactamente esse. Conclui-se, portanto, que esta é uma péssima altura do ano para trabalhar no doutoramento!
Com tempo, com sossego e sem ideias
Às vezes pergunto-me se realmente vou ser capaz de fazer isto.
Sinto-me fazia de ideias, e nem sequer posso dizer que é da falta de condições para trabalhar. Se não fosse o frio nas mãos, o ambiente aqui no meu emprego seria perfeito: estou completamente sozinha em absoluto sossego e tenho o dia todo. Mas o que é que faço com ele? Ler? O quê?
Sinto-me fazia de ideias, e nem sequer posso dizer que é da falta de condições para trabalhar. Se não fosse o frio nas mãos, o ambiente aqui no meu emprego seria perfeito: estou completamente sozinha em absoluto sossego e tenho o dia todo. Mas o que é que faço com ele? Ler? O quê?
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Take 2
Nada a fazer: serei impulsiva até à morte.
Acabo de repente o texto que tenho andado a escrever, como espécie de introdução provisória à tese, em que procuro estabelecer a tal ideia de força ou de fundo, e envio-a ao meu orientador, para que diga de sua justiça.
Logo a seguir, reli o texto e achei que precisava de emendas, de mudanças. Alterei umas coisas e enviei-lhe a inevitável correcção: «por favor, considere antes este ficheiro, em vez do anterior.» Típico de quem faz primeiro e pensa depois...
E agora, como a época é má, ele deve demorar a responder. Mais uma vez, tenho de ter calma e paciência.
Acabo de repente o texto que tenho andado a escrever, como espécie de introdução provisória à tese, em que procuro estabelecer a tal ideia de força ou de fundo, e envio-a ao meu orientador, para que diga de sua justiça.
Logo a seguir, reli o texto e achei que precisava de emendas, de mudanças. Alterei umas coisas e enviei-lhe a inevitável correcção: «por favor, considere antes este ficheiro, em vez do anterior.» Típico de quem faz primeiro e pensa depois...
E agora, como a época é má, ele deve demorar a responder. Mais uma vez, tenho de ter calma e paciência.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Nicles
Pois é... não tenho conseguido fazer nadinha.
Para referência futura, devo registar que o mês de Dezembro não rende: são as classificações dos trabalhos dos alunos, os meus anos, os anos do meu sobrinho, o Natal, o fim do ano... uma loucura, é impossível arranjar tempo para me concentrar.
Que chatice!
Para referência futura, devo registar que o mês de Dezembro não rende: são as classificações dos trabalhos dos alunos, os meus anos, os anos do meu sobrinho, o Natal, o fim do ano... uma loucura, é impossível arranjar tempo para me concentrar.
Que chatice!
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Isto vai
Isto vai. Devagar. Vai indo. Se não vai, há-de ir.
Releio o meu novo projecto e parece-me que já lhe vejo as pernas com que há-de andar.
É preciso não entrar em inseguranças parvas que só servem para dar de mim uma imagem de menina mimada e caprichosa, que não sabe o que quer, senão que quer ser apaparicada, levada ao colo, com festas na cabeça. Este é um trabalho para gente grande, que se faz em sereno isolamento.
Sem medo, sem ataques, sem impulsividade. Com a segurança e a tranquilidade de quem, se não sabe, faz por aprender.
Releio o meu novo projecto e parece-me que já lhe vejo as pernas com que há-de andar.
É preciso não entrar em inseguranças parvas que só servem para dar de mim uma imagem de menina mimada e caprichosa, que não sabe o que quer, senão que quer ser apaparicada, levada ao colo, com festas na cabeça. Este é um trabalho para gente grande, que se faz em sereno isolamento.
Sem medo, sem ataques, sem impulsividade. Com a segurança e a tranquilidade de quem, se não sabe, faz por aprender.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Ufa!
Alívio! O meu orientador escreveu-me finalmente a dizer que as páginas que lhe enviei não são nada para deitar fora, que as deixe a hibernar, pois poderão servir (ou não), consoante o novo rumo que eu der à tese.
Optimismo e esperança, portanto! Excelente notícia para passar o feriado mais descansada...
Optimismo e esperança, portanto! Excelente notícia para passar o feriado mais descansada...
sábado, 26 de novembro de 2011
Agradecimento
Agradeço ao Luís Alves de Fraga pelos bons conselhos que não se cansa de me dar.
Tem toda a razão, de facto eu corro o risco que aponta no seu comentário ao texto "Engolidela em seco". Ainda estou a tempo de entrar nos eixos! Vamos a isso...
Tem toda a razão, de facto eu corro o risco que aponta no seu comentário ao texto "Engolidela em seco". Ainda estou a tempo de entrar nos eixos! Vamos a isso...
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
:(
Sinto-me desmoralizada. Não sei o que fazer. Apetece-me desistir. Só não desisto porque isso poria em risco a minha condição de empregada.
Não sei como sair deste buraco!
Não sei como sair deste buraco!
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Mau sinal
Este meu novo orientador é a pessoa mais disponível que há. Ou era, até agora. Nunca demora mais do que dois ou três dias a responder e, quando diz "vou ler no fim-de-semana e depois digo alguma coisa" é porque vai dizer mesmo.
Assim sendo, e dado que foi na sexta-feira passada que lhe enviei 12 páginas para ler, só posso concluir que o que escrevi está tão mau, que ele não sabe como dizer-me. Este silêncio só pode ser mau sinal...
Assim sendo, e dado que foi na sexta-feira passada que lhe enviei 12 páginas para ler, só posso concluir que o que escrevi está tão mau, que ele não sabe como dizer-me. Este silêncio só pode ser mau sinal...
domingo, 20 de novembro de 2011
Engolidela em seco
Com receio, desconforto e ansiedade, enviei na sexta-feira passada algumas páginas ao meu novo orientador, perguntando-lhe se seriam aproveitáveis ou se deveria eliminá-las para sempre.
Eu sei que devia era estar a ler, a ler, a ler, e pouco ou nada preocupada em escrever. Mas não sou capaz de levar tempos infindáveis a assimilar apenas, sem digerir e... enfim, deitar alguma coisa cá para fora que seja o produto, ou o resultado, dessa assimilação. Sinto necessidade de arrumar ideias, de ir reflectindo e passando as conclusões para um texto já minimamente organizado, que me facilite mais tarde o trabalho. E confesso: tenho pressa de ver a tese a começar, a desenhar-se no branco do ecrã e não devia... impulsiva, ingénua, imatura. Sempre.
Por isso, talvez seja bom levar com um balde de água fria. O melhor será mesmo que ele me responda a dizer que estou a perder tempo precioso de leitura com escritas inconsequentes.
Há pessoas que só aprendem à força, ou seja, quando levam na cabeça. Eu sou uma delas...
Eu sei que devia era estar a ler, a ler, a ler, e pouco ou nada preocupada em escrever. Mas não sou capaz de levar tempos infindáveis a assimilar apenas, sem digerir e... enfim, deitar alguma coisa cá para fora que seja o produto, ou o resultado, dessa assimilação. Sinto necessidade de arrumar ideias, de ir reflectindo e passando as conclusões para um texto já minimamente organizado, que me facilite mais tarde o trabalho. E confesso: tenho pressa de ver a tese a começar, a desenhar-se no branco do ecrã e não devia... impulsiva, ingénua, imatura. Sempre.
Por isso, talvez seja bom levar com um balde de água fria. O melhor será mesmo que ele me responda a dizer que estou a perder tempo precioso de leitura com escritas inconsequentes.
Há pessoas que só aprendem à força, ou seja, quando levam na cabeça. Eu sou uma delas...
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Sem tempo nem ânimo
É basicamente isto: sem tempo nem ânimo. Ou, corrigindo: com pouco tempo e pouco ânimo.
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
às voltas com as palavras
Gnóstico, gnósico, gnosiológico - às vezes as palavras confundem-se e baralham-me, com as suas subtis cambiantes de significado.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Sufoco
Agora tenho de estar mais tempo no local de trabalho e preencher diariamente um "Registo de Ponto". Menos tempo, portanto, para a investigação para o doutoramento, que ainda assim, claro, tem de ser feita no mesmo prazo.
Portanto... o cinto que nos aperta a existência não é só financeiro!
Portanto... o cinto que nos aperta a existência não é só financeiro!
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
contemporaneidade
O contemporâneo fala-nos de nós hoje, mesmo quando foi escrito há décadas, séculos. É sempre uma agradável surpresa - seja ela mais inócua ou mais arrepiante - encontrar contemporaneidade certeira em textos que atravessaram o tempo.
«What I propose in the following is a reconsideration of the human condition from the vantage point of our newest experiences and our most recent fears. This, obviously, is a matter of thought, and thoughtlessness—the heedless recklessness or hopeless confusion or complacent repetition of "truths" which have become trivial and empty—seems to me among the outstanding characteristics of our time. What I propose, therefore, is very simple: it is nothing more than to think what we are doing.»
Hannah Arendt, The Human Condition (1958)
«What I propose in the following is a reconsideration of the human condition from the vantage point of our newest experiences and our most recent fears. This, obviously, is a matter of thought, and thoughtlessness—the heedless recklessness or hopeless confusion or complacent repetition of "truths" which have become trivial and empty—seems to me among the outstanding characteristics of our time. What I propose, therefore, is very simple: it is nothing more than to think what we are doing.»
Hannah Arendt, The Human Condition (1958)
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
pousio
O pousio é fundamental para que possamos olhar para o que fizemos com uma atitude crítica, distanciada, objectiva, se possível, até, fazendo de conta que o autor foi outra pessoa.
Ontem escrevi, escrevi, numa tentativa quase desesperada de arrumar ideias e reformular aquilo que pensei que tinha sido o meu projecto e que afinal não era, ainda, projecto nenhum.
Agora preciso de esquecer o que escrevi, por umas horas, uns dias. E depois reabrir o ficheiro e ler o texto com outros olhos. Ou melhor, com os mesmos olhos, mas como se o texto fosse outro.
Ontem escrevi, escrevi, numa tentativa quase desesperada de arrumar ideias e reformular aquilo que pensei que tinha sido o meu projecto e que afinal não era, ainda, projecto nenhum.
Agora preciso de esquecer o que escrevi, por umas horas, uns dias. E depois reabrir o ficheiro e ler o texto com outros olhos. Ou melhor, com os mesmos olhos, mas como se o texto fosse outro.
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Começar de novo, com confiança
Há qualquer coisa - ou muita coisa - neste homem que me transmite tranquilidade, segurança, confiança. Mesmo quando duvido da minha capacidade para conseguir levar a tese até ao fim (aliás, fazê-la formar-se, logo para começar), só o facto de o ter como orientador sossega-me, apazigua-me. Ele há-de me inspirar!
Voltei, graças a ele, à estaca zero. E agora, ao ler o meu projecto, tenho vontade de rir, pelas banalidades que escrevi. Com duas conversas e dois livros, ele abriu-me os olhos, fez-me perceber que aquilo era superficial, pobre, pouco. Por isso, por mais que me custe pensar que tenho de começar de novo, ao fim deste tempo todo, fico feliz, sinto-me bem. E ainda há tempo, claro.
Voltei, graças a ele, à estaca zero. E agora, ao ler o meu projecto, tenho vontade de rir, pelas banalidades que escrevi. Com duas conversas e dois livros, ele abriu-me os olhos, fez-me perceber que aquilo era superficial, pobre, pouco. Por isso, por mais que me custe pensar que tenho de começar de novo, ao fim deste tempo todo, fico feliz, sinto-me bem. E ainda há tempo, claro.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
TAKE 3, 1.º encontro
Agora espero que seja de vez. Encontrei-me com o meu novo orientador para falarmos sobre o projecto. Não gosta dele, diz que não é um verdadeiro projecto, porque não existe nele uma tese propriamente dita.
Vai ser preciso ler mais e diferente, pensar mais a fundo, encontrar uma ideia verdadeiramente original, que sustente a proposta que quero apresentar. De outro modo, há apenas uma vontade, uma "fixação", mas a "tese" será apenas burocrática e... um suicídio, no que respeita à prova de defesa.
Para ter uma tese é preciso que haja "caco", uma boa ideia que seja defensável. Ele explicou isto melhor, claro, mas para registar aqui serve dizer apenas isto: o que fiz até agora é manifestamente insuficiente como ponto de partida.
Ora já valeu a pena a mudança de orientador, certo?
Vai ser preciso ler mais e diferente, pensar mais a fundo, encontrar uma ideia verdadeiramente original, que sustente a proposta que quero apresentar. De outro modo, há apenas uma vontade, uma "fixação", mas a "tese" será apenas burocrática e... um suicídio, no que respeita à prova de defesa.
Para ter uma tese é preciso que haja "caco", uma boa ideia que seja defensável. Ele explicou isto melhor, claro, mas para registar aqui serve dizer apenas isto: o que fiz até agora é manifestamente insuficiente como ponto de partida.
Ora já valeu a pena a mudança de orientador, certo?
sábado, 22 de outubro de 2011
RESCALDO
De volta à faculdade, encontrei o co-orientador, a quem puxei eu mesma as orelhas, porque com esse não tenho obrigação nenhuma de ser meiga. Ainda estava, afinal, à espera de resposta a uma mensagem que lhe enviei pelo Facebook (aos mails não respondia) em Agosto e que tenho a certeza de que ele viu. Primeiro ainda tentou dissuadir-me: «veja lá... já é a segunda vez que muda de orientador...» mas depois ouviu-me calado, porque admitiu que eu tinha razão: muito sucintamente, a orientação dele era igual a zero.
Tive de pedir ao director do departamento que assumisse, então, aquilo que tinha dito. Estava realmente disposto a orientar-me? Então que me orientasse, por favor. Os meus orientadores não tinham tempo para mim e se ele concordava que quem não está satisfeito deve poder escolher outro, então que fosse o meu outro. Que sim, que queria ler o meu projecto para ter a certeza, mas em princípio sim.
Havia, na minha vontade de mudar de orientador, uma certa razão. Mas não se faz o que eu fiz, pelo menos a ela, que sempre demonstrou boa vontade e profissionalismo, sem considerar a falta de tempo. Não se faz, a menos que se queira fomentar inimizades. Nesse aspecto, eu dei um tiro no pé, ou, como disse depois um amigo, enterrei os pés até ao pescoço.
Tive de pedir ao director do departamento que assumisse, então, aquilo que tinha dito. Estava realmente disposto a orientar-me? Então que me orientasse, por favor. Os meus orientadores não tinham tempo para mim e se ele concordava que quem não está satisfeito deve poder escolher outro, então que fosse o meu outro. Que sim, que queria ler o meu projecto para ter a certeza, mas em princípio sim.
Havia, na minha vontade de mudar de orientador, uma certa razão. Mas não se faz o que eu fiz, pelo menos a ela, que sempre demonstrou boa vontade e profissionalismo, sem considerar a falta de tempo. Não se faz, a menos que se queira fomentar inimizades. Nesse aspecto, eu dei um tiro no pé, ou, como disse depois um amigo, enterrei os pés até ao pescoço.
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