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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Apresentação da tese


Acabo de escrever o texto da apresentação da tese, que naturalmente não irei ler.
Escrevi-o sobretudo porque isso me vai ajudar a fixar o conteúdo, mas também porque assim poderei mantê-lo: fica para a (minha breve) posteridade, como recordação desse dia tão importante.
Vou ser a primeira a falar e terei de falar de cor, por isso não fica bem vacilar, andar à procura das palavras certas, tornar-me incoerente por falta de preparação.
Se o meu discurso for incoerente, terá sido por excesso de preparação!


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Ingratidão... ou não?

Optei por suprimir a página (opcional) dos agradecimentos prevista no modelo da faculdade.
Sou, portanto, uma ingrata, pelo menos à luz de todos os que virem nessa ausência um sinal de ingratidão.
Quanto a mim, não sei. Havendo uma página para a dedicatória, que já pode ser usada para agradecer aos familiares e amigos que nos apoiaram, sinceramente parece-me que os agradecimentos não têm muita razão de ser. Julgo que se aplicam sobretudo às teses em que houve pessoas que ajudaram o investigador a recolher dados, etc. No meu caso, o trabalho foi essencialmente solitário, por isso só poderia agradecer ao orientador. E o orientador fez a sua obrigação, ou não?
É claro que eu apreciei e aprecio profundamente a forma como ele me orientou, é claro que o admiro imenso - mais, cheguei a dizer-lhe que escrevi a tese para ele. É o que sinto, realmente. Ele foi o meu leitor de eleição, foi para lhe agradar que me esforcei por escrever uma coisa de jeito. Para mim, sempre foi importante ter um destinatário em mente, quando escrevo. E ele é, obviamente, o destinatário ideal: a pessoa que poderia, quereria e saberia apreciar o meu trabalho. Se ele gostou, eu estou realizada. Não foi para o júri que escrevi, pois até hoje não faço ideia de quem serão essas pessoas.
Voltando à gratidão, o que sinto pelo meu orientador é muito mais intenso e muito mais complexo. É um fascínio que vem de há mais de vinte anos, quando foi meu professor, e que me levou a nutrir por ele uma verdadeira paixão platónica. É uma admiração enorme por tudo o que ele pensa, diz e escreve, é um profundo reconhecimento pela sorte que tive, ao seguir um caminho que se cruzou com o dele. Mas, atrevo-me a dizer, são sentimentos demasiado fortes e ao mesmo tempo demasiado "pirosos" para os deixar escarrapachados na quarta página da tese. Aqui também estão, claro, e mais públicos ainda. Mas aqui posso pôr todos os devaneios e pensamentos, mesmo os mais parvos, porque não tenho medo que alguém os leia - que ele os leia. Se ficarem na tese, corro o risco de ele me vir depois dizer que se sentiu embaraçado, ou que não era preciso. Por isso preferi dizer-lhe directamente: foi com muito prazer que escrevi esta tese para si. E ele é que me agradeceu.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Nota prévia


Escrevi quatro páginas que fazem uma espécie de balanço da situação, desde que pensei pela primeira vez em escrever a tese até hoje. Procuro explicar de onde partiu a ideia inicial e o que aprendi desde então. Parece-me que está bem e que faz sentido incluir esta pré-introdução na versão final a entregar. Mas o orientador é que manda... vou enviar-lha agora mesmo.

...

E eis que  o orientador responde, 4 MINUTOS DEPOIS, dizendo que está muito bem! E leu mesmo, porque fez duas observações sobre o conteúdo, sugerindo pequenas alterações :)

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Tese aprovada pelo orientador!

O meu estimado orientador não só viu e aprovou a conclusão no mesmo dia em que lha enviei (escrevendo-me ontem um e-mail ao fim da tarde, que eu só vi à noite, antes de me deitar), como diz que lhe parece que a tese que escrevi é «muito importante» e «vai dar muita discussão durante muitos anos», finalizando o e-mail com «Parabéns!»
Claro que fiquei tão feliz e orgulhosa, que até dormi mal, a pensar naquilo. Quando acordei, parecia-me que tinha sido um sonho...
Só espero que a tal "discussão" que eu irei provocar não seja demasiado agressiva nem demasiado demorada no dia da DEFESA!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Conclusão concluída

Resolvi, afinal de contas, chamar-lhe conclusão. E acabei-a de repente, sem mais. Só tem 9 páginas, mas não vejo o que poderá faltar. E a verdade é que, após 215 páginas de "baralha e volta a dar", já estou cansada do assunto!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Prosseguido e concluindo


E eis que a conclusão está com 8 páginas, porque hoje tive tempo e inspiração (com uma corrida à farmácia pelo meio, para comprar supositórios para bebé doente na creche aqui ao lado)!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Último capítulo aprovado!

Finalmente recebi resposta do orientador sobre o capítulo que faltava! Diz que «continua muito bem e acaba muito bem». Não quer reler a tese toda, nem vê-la antes de eu a entregar. Só lhe falta, claro, ler a conclusão.

Por mim, sinto que a Introdução precisa de uma boa revisão e que muito do que ficou por ler salta à vista de quem for minimamente entendido no assunto. Não estou assim tão confiante quanto a mensagem dele me poderia fazer sentir.


terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Re-inspiração


Inspiro novamente e... escrevo a primeira página da conclusão.

Continuo entusiasmada, nem me apetece chegar ao fim. «Quando acabares, vais sentir um vazio, não?» - perguntava ontem um amigo. Claro que vou! Nem quero pensar nisso. E respondi: «imenso, imenso......»

E o orientador que não confirma a recepção do último capítulo? Da última vez que demorou muito a responder, descobri depois que tinha enviado a mensagem para um endereço que ele já não usava. Mas desta vez usei o e-mail certo. Estará de férias? Enquanto não tiver uma resposta não consigo ficar tranquila. Resta-me re-inspirar e aguardar.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Mais um artigo a publicar!

Há cerca de seis meses enviei um artigo para esta revista e, como nunca confirmaram, sequer, a sua recepção, presumi que era assunto para esquecer. Tinha gosto em publicá-lo, porque me deu bastante trabalho escrevê-lo (para um dos seminários do doutoramento) e, afinal, mereceu a classificação de 18 valores... parecia-me um desperdício deixá-lo guardado, quando pode servir para acrescentar uma linha ao currículo. Mas não fiquei muito desiludida porque me pareceu que podia tentar outras revistas.
Não é que hoje recebo uma mensagem de e-mail com a informação de que foi aceite para ser publicado no próximo número?! Trazia dois pareceres em anexo, um mais lacónico e elogioso, outro mais crítico e acompanhado de sugestões de melhoria. Levantei-me e dei alguns pulos de alegria, bati palmas e voltei a sentar-me, entusiasmada, para rever e alterar o texto. Quando o reli, as observações do avaliador pareceram-me muito justas e senti até uma certa vergonha por ter enviado o artigo com as falhas que agora me saltam à vista. Mas ao mesmo tempo fiquei feliz: ver com tanta clareza os defeitos do texto que escrevi há quatro anos faz-me sentir mais madura, mais segura, em relação ao que tenho escrito ultimamente.

Último capítulo escrito!


Hip, hip, hurraaaaaaaaa!

Texto acabado, revisto, melhorado e enviado hoje ao orientador.

Agora só falta a conclusão. Ou as conclusões. Ou considerações finais. Titre à préciser.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Paz

Depois de um interregno forçado, em que aulas e orientações de alunas me ocuparam os dias destinados à tese, cá estou novamente em paz, a ver se acabo este capítulo. Benditas férias de Natal e bendita obrigatoriedade de vir cumprir o horário de trabalho! Pena não poder vir também no dia 26 de dezembro...

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

200 :-D

E não é que cheguei mesmo?!
É apenas simbólico este marco das 200 páginas que atingi hoje... mas o simbólico já é tanto!
Com esta cereja no topo do bolo, já nem preciso de bolo.

O melhor presente

No dia do meu aniversário, o melhor presente que eu poderia receber é mesmo este: poder ficar horas assim, em sossego, a escrever a tese. Com boas ideias, claro! :)
(A cereja em cima do bolo seria chegar hoje ao marco das 200 páginas!)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Sol e sombra

Tudo (quase tudo...) se consegue com empenho e boa vontade. Estabeleci um horário de atendimento às alunas que me permitisse salvaguardar dois dias inteiros para a tese. Hoje é um deles e estou entusiasmadíssima, com ideias a saltarem-me dos dedos para o teclado e do teclado para o monitor, enquanto o Sol brilha lá fora, como se me quisesse ajudar a ver melhor. Há suporte teórico, há imaginação, há tempo. A única nuvem que ensombra o meu trabalho (neste momento) é a noção de que, lendo tão pouco como eu leio, é possível que as minhas ideias "originais" já tenham sido divulgadas por outras pessoas...

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Deixem o meu tempo em paz!

Infelizmente, não tenho podido escrever quase nada, desde o meu último assomo de entusiasmo.
Agora só me faltava ter quatro alunas de mestrado para orientar! Além das aulas, dos filhos e da casa, tenho assim mais um encargo para me dispersar... e logo agora, que estava tão contente e concentrada na escrita... e quase a chegar à página 200! Pelos vistos, ainda vai demorar. Ora bolas.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Xitex

"Xitex" é a palavra que uso com as minhas amigas para definir o estado de espírito em que estamos quando nos sentimos entusiasmadas, excitadas, alegres e bem dispostas, normalmente na antecipação de um momento de convívio - tanto mais apreciado quanto mais raros esses momentos vão sendo, nos dias atarefados que vivemos agora.
Ora, xitex é o que sinto enquanto estou aqui sentada à secretária, entre diversos artigos científicos e com o capítulo da tese aberto no ecrã do computador. A cabeça fervilha com ideias, a informação que os artigos me oferecem parece-me toda útil e interessante, a ansiedade de não conseguir ler tudo a tempo é suplantada pela alegre certeza de que tudo o que ler contribuirá para melhorar a minha tese.
Que bom!

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Quase

As distracções em casa são muitas (what's new?) e o trabalho avança a um ritmo tão lento que praticamente não se nota. Mas a verdade é que, devagar, devagarinho, estou quase a chegar à página 200 :))

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Mini-férias forçadas

De baixa por motivo de filho doente, podia aproveitar esta semana para trabalhar bastante na tese, se ele dormisse mais... mas dorme pouco!
Ainda assim, vou escrevendo qualquer coisa sempre que posso, cheia de entusiasmo. Esta parte está a dar-me imenso gozo: estou a aprender muito, o que é excelente, mas também estou a descobrir que a minha intuição estava certa, à medida que leio coisas que confirmam as minhas ideias.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Engrenei


Pronto, já está. Liguei o motor, meti primeira, depois segunda e... o terceiro capítulo da terceira parte está em andamento!
Au revoir!

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Pausa prejudicial

Pronto, já deixei passar tempo a mais sem escrever nem ler para a tese. Agora está-me a custa reengrenar, cada vez que tenho alguma oportunidade para me dedicar ao último capítulo, invento uma desculpa qualquer para adiar o recomeço do trabalho... isto é tão estúpido!