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quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Tudo o que não li
Estou completamente assoberbada por tudo o que não li, nem lerei, porque é impossível.
Perante essa fatalidade, resta-me aproveitar ao máximo o que for capaz de ler, para que não se note muito a falta do resto...
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Never ending book
Bolas, que este livro nunca mais acaba!!
Ou sou eu que leio extremamente devagar...?
Ou sou eu que leio extremamente devagar...?
terça-feira, 26 de junho de 2012
Recursos e mais recursos
A Internet é uma vertigem. O livro que estou a ler faz de vez em quando referência a portais úteis na Internet, pelo que vou alternando a leitura do papel com a leitura do ecrã.
Mas o ecrã é terrível, porque cada texto tem montes de sugestões de livros para ver, blogues e sites para espreitar, ligações para outras páginas, etc.
Neste momento, a minha pálpebra direita salta nervosamente e sinto-me ligeiramente perdida, confusa e assoberbada com tanta informação, e ao mesmo tempo entusiasmada, contente, satisfeita com tanta coisa que encontrei. São demasiadas emoções para mim!
Mas o ecrã é terrível, porque cada texto tem montes de sugestões de livros para ver, blogues e sites para espreitar, ligações para outras páginas, etc.
Neste momento, a minha pálpebra direita salta nervosamente e sinto-me ligeiramente perdida, confusa e assoberbada com tanta informação, e ao mesmo tempo entusiasmada, contente, satisfeita com tanta coisa que encontrei. São demasiadas emoções para mim!
quinta-feira, 15 de março de 2012
Papão
A bibliografia é decididamente o meu bicho-papão. Cresce desmesuradamente, ameaçadora e caótica, e faz-me sentir insignificante e impotente.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
A tese do outro
Para cúmulo, na prateleira de uma livraria, às dez da noite, descubro um livro que é o resultado de uma tese de mestrado sobre o MEU tema, exactamente como EU deveria fazer.
Só me faltava isto para perder totalmente o ânimo!
Mas eis que começo a ler a nota prévia... a introdução.... a conclusão... e aquilo me parece mal escrito, estranho, incoerente, fraco. Menos mal. Em todo o caso, continua a ser o MEU tema. Compro, claro.
Em casa, descubro-lhe outras falhas, como citar um autor através de outro sem dar por isso, aflorar apenas em duas páginas um assunto que tem muito mais que se lhe diga, falta de títulos na bibliografia, enfim, respiro de alívio. Fico mais descansada. Ainda posso acrescentar alguma coisa a isto. E de que maneira!
Não posso continuar assim, sempre a pensar que está tudo feito, que os outros já disseram tudo, que o que está na minha cabeça não presta, que não sou capaz. Dou um abanão a mim própria.
E atiro-me ao trabalho urgente: preparar-me para a reunião de amanhã, com os dois professores que se ofereceram para me orientar, por sugestão da coordenadora do curso.
Pego nos meus índices e escolho os que valem mais a pena. Selecciono os melhores títulos. Formulo questões (não podes começar sem ter uma questão, diz-me quem sabe), tomo nota de ideias importantes. Tenho de lhes mostrar que sei o que quero e que aquilo que quero fazer até tem coerência.
Só me faltava isto para perder totalmente o ânimo!
Mas eis que começo a ler a nota prévia... a introdução.... a conclusão... e aquilo me parece mal escrito, estranho, incoerente, fraco. Menos mal. Em todo o caso, continua a ser o MEU tema. Compro, claro.
Em casa, descubro-lhe outras falhas, como citar um autor através de outro sem dar por isso, aflorar apenas em duas páginas um assunto que tem muito mais que se lhe diga, falta de títulos na bibliografia, enfim, respiro de alívio. Fico mais descansada. Ainda posso acrescentar alguma coisa a isto. E de que maneira!
Não posso continuar assim, sempre a pensar que está tudo feito, que os outros já disseram tudo, que o que está na minha cabeça não presta, que não sou capaz. Dou um abanão a mim própria.
E atiro-me ao trabalho urgente: preparar-me para a reunião de amanhã, com os dois professores que se ofereceram para me orientar, por sugestão da coordenadora do curso.
Pego nos meus índices e escolho os que valem mais a pena. Selecciono os melhores títulos. Formulo questões (não podes começar sem ter uma questão, diz-me quem sabe), tomo nota de ideias importantes. Tenho de lhes mostrar que sei o que quero e que aquilo que quero fazer até tem coerência.
domingo, 25 de abril de 2010
Eu li tudo, eu sei tudo?
Num pequeno livro de Carlos Ceia intitulado O Que É Ser Professor de Literatura (Colibri, 2002), leio o seguinte:
«Qualquer tentativa de separar o ensino e a prática da língua e da literatura está condenada ao insucesso. Não há um único caso, na história da educação ocidental, de sucesso escolar ou académico obtido com tal divisão.»
Sem querer pôr em causa a veracidade da afirmação, será legítimo que alguém (não como o autor, mas como eu) se refira assim tão categoricamente a toda a "história da educação ocidental" num trabalho de investigação? Será possível que, enquanto investigadora, alguma vez eu possa sentir-me inteiramente segura da abrangência do meu conhecimento para fazer uma afirmação deste tipo?
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Engrenando...
Hoje parece que as coisas engrenaram. Ou seja, comecei finalmente a poder dedicar algum tempinho do dia, embora não tanto como seria desejável, à leitura activa da bibliografia. Leitura activa no sentido em que leio e ao mesmo tempo já vou escrevinhando alguma coisa do trabalho.
Provavelmente é cedo e talvez eu tenha uma costela masoquista, mas a verdade é que consigo retirar um certo prazer da sensação de, algum tempo depois, verificar que, afinal, o que escrevi antes era uma manifestação de ingenuidade e falta de conhecimentos mais sólidos.
Provavelmente é cedo e talvez eu tenha uma costela masoquista, mas a verdade é que consigo retirar um certo prazer da sensação de, algum tempo depois, verificar que, afinal, o que escrevi antes era uma manifestação de ingenuidade e falta de conhecimentos mais sólidos.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
P.*#&"z!
Já tiveram a irritante experiência de ter lido alguma coisa a que não deram grande importância e que mais tarde querem reler, mas não sabem onde está?
Ando nisto desde as sete e meia da manhã... a tentar descobrir onde é que eu li uma frase que nem sei bem de que forma está redigida, por isso nem o "find" do Word me pode ajudar...
Ando nisto desde as sete e meia da manhã... a tentar descobrir onde é que eu li uma frase que nem sei bem de que forma está redigida, por isso nem o "find" do Word me pode ajudar...
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Texto, para onde me levas?
Decido ler uma tese de doutoramento que me parecia directamente relacionada com o trabalho que pretendo fazer.
Mas a meio desisto, porque afinal o texto não me está a levar para um lugar seguro, interessante, relevante. A viagem não é promissora e o tempo demasiado precioso para o perder com deambulações inúteis.
O assunto é dilucidado com recurso a uma vastíssima bibliografia. Mas fazer o mesmo ali se fez está fora de questão e fazer outra coisa implica que, afinal, a leitura dessa tese não me interessa assim tanto.
O problema é que, claro, posso estar enganada.
Mas a meio desisto, porque afinal o texto não me está a levar para um lugar seguro, interessante, relevante. A viagem não é promissora e o tempo demasiado precioso para o perder com deambulações inúteis.
O assunto é dilucidado com recurso a uma vastíssima bibliografia. Mas fazer o mesmo ali se fez está fora de questão e fazer outra coisa implica que, afinal, a leitura dessa tese não me interessa assim tanto.
O problema é que, claro, posso estar enganada.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Altos e baixos
De certeza que vai haver muitos dias assim, alternados com dias melhores: dias em que me sinto esmagada pela quantidade de livros para ler e perfeitamente incapaz de alguma vez escrever alguma coisa nova, depois de os ler. Péssimo estado de espírito. Hoje, nem a BN me ajudou, com aqueles idiotas a conversarem atrás de mim... e nem consegui mandá-los calar, como devia.
segunda-feira, 15 de março de 2010
Olhos à obra!
Entusiasmadamente a ler e a tirar notas dos preciosos livros que a professora me emprestou, para os poder devolver no dia 16 de Abril.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Finalmente: um dia na BN
Ah! Que maravilha!
Nunca pensei sentir-me tão bem na grande e silenciosa BN.
A verdade é que me tinha esquecido de como se está bem naquele ambiente tranquilo, em que tudo e todos cumprem o mesmo objectivo: a leitura.
Chamem-lhe sarcófago, digam o que disserem, a BN é o melhor ambiente de trabalho que eu poderia desejar. Até os funcionários parecem estar mais simpáticos, se bem que nem a antipatia deles me incomodaria um pedacinho. É que na BN o meu telefone não toca e, melhor ainda, não há camas para fazer, loiça para lavar, roupa para dobrar ou refeições para cozinhar! É a liberdade total e todo o tempo que eu quiser para, simplesmente, LER. Sem distracções, sem desculpas, sem rodeios.
Como resultado, despachei o Sílvio Lima de uma assentada - literalmente! - e ainda ataquei os Cadernos (obrigada, Papel Químico, mas parece que já não vou precisar dos teus!).
Mal posso esperar pela próxima sessão de retiro espitirual.
Sobretudo - e acima do ambiente - estar na BN permitiu-me recuperar aquela sensação de prazer enorme que se tem quando aquilo que estamos a ler se relaciona com o já lido, e começamos a tecer na cabeça uma rede tão envolvente de relações e ideias, que nos abstraímos por completo do tempo, do espaço, quase de quem somos. E construir um texto académico é isto: criar uma rede de raciocícios que liga, de uma forma nova e original, os raciocínios alheios. Citamos, não para nos colarmos aos outros e assim escondermos a falta de ideias próprias, mas para mostrar como os outros dialogam entre si, sem suspeitarem disso, na medida em que existe entre as suas ideias uma ligação que NÓS DESCOBRIMOS.
Nunca pensei sentir-me tão bem na grande e silenciosa BN.
A verdade é que me tinha esquecido de como se está bem naquele ambiente tranquilo, em que tudo e todos cumprem o mesmo objectivo: a leitura.
Chamem-lhe sarcófago, digam o que disserem, a BN é o melhor ambiente de trabalho que eu poderia desejar. Até os funcionários parecem estar mais simpáticos, se bem que nem a antipatia deles me incomodaria um pedacinho. É que na BN o meu telefone não toca e, melhor ainda, não há camas para fazer, loiça para lavar, roupa para dobrar ou refeições para cozinhar! É a liberdade total e todo o tempo que eu quiser para, simplesmente, LER. Sem distracções, sem desculpas, sem rodeios.
Como resultado, despachei o Sílvio Lima de uma assentada - literalmente! - e ainda ataquei os Cadernos (obrigada, Papel Químico, mas parece que já não vou precisar dos teus!).
Mal posso esperar pela próxima sessão de retiro espitirual.
Sobretudo - e acima do ambiente - estar na BN permitiu-me recuperar aquela sensação de prazer enorme que se tem quando aquilo que estamos a ler se relaciona com o já lido, e começamos a tecer na cabeça uma rede tão envolvente de relações e ideias, que nos abstraímos por completo do tempo, do espaço, quase de quem somos. E construir um texto académico é isto: criar uma rede de raciocícios que liga, de uma forma nova e original, os raciocínios alheios. Citamos, não para nos colarmos aos outros e assim escondermos a falta de ideias próprias, mas para mostrar como os outros dialogam entre si, sem suspeitarem disso, na medida em que existe entre as suas ideias uma ligação que NÓS DESCOBRIMOS.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Leitura difícil
A verdade é que não vejo grande interesse no texto. Se eu soubesse, ou sentisse, que o conteúdo que mal consigo descortinar naquelas linhas é importante para mim, talvez me aplicasse mais na leitura.
E agora vejo, na prática, o que explico em teoria aos meus alunos: se o leitor não sabe o que se espera dele, se não tem uma tarefa de leitura objectiva, pode sentir-se fortemente desmotivado perante o texto. Ah, pois pode!
E agora vejo, na prática, o que explico em teoria aos meus alunos: se o leitor não sabe o que se espera dele, se não tem uma tarefa de leitura objectiva, pode sentir-se fortemente desmotivado perante o texto. Ah, pois pode!
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Boi a olhar para palácio
É como me sinto, quando tento ler o texto «The essay as form» de Theodor Adorno. Uma frustração! Percebo as palavras, mas escapa-me o sentido de frases sucessivas, como se todo aquele discurso estivesse muito acima da minha capacidade intelectual. E deve estar mesmo. Por isso pergunto-me, pela primeira vez de muitas: será que vou conseguir fazer isto?
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Leituras
Acumulam-se na minha primeira bibliografia títulos de livros ou teses que ainda não li.
Em vez disso, leio o Priorado do Cifrão, que não interessa nada, mas que me diverte.
Porque é que as leituras de obrigação, só por serem de obrigação, nunca apetecem?
Em vez disso, leio o Priorado do Cifrão, que não interessa nada, mas que me diverte.
Porque é que as leituras de obrigação, só por serem de obrigação, nunca apetecem?
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Primeira pesquisa bibliográfica
Antes de mais, é fundamental ver que teses já foram publicadas sobre o mesmo assunto. Preparei-me mentalmente para encontrar títulos muito parecidos com aquele que eu sonhei para a minha, respirei fundo e abri o catálogo da Porbase.
Fiquei impressionada com a eficácia da coisa: num instante se cria uma lista que se pode enviar por e-mail (para nós próprios), o que permite assim, facilmente, importar os dados para um ficheiro no Word e ficar com um primeiro esboço da bibliografia.
Quanto às teses, era inevitável... existem 6 :(
Fiquei impressionada com a eficácia da coisa: num instante se cria uma lista que se pode enviar por e-mail (para nós próprios), o que permite assim, facilmente, importar os dados para um ficheiro no Word e ficar com um primeiro esboço da bibliografia.
Quanto às teses, era inevitável... existem 6 :(
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Caim
Acabei de o ler. Tem duas ou três passagens que me vão interessar para a tese, se a chegar a escrever (nunca se sabe). Sinceramente, estava à espera de algo mais surpreendente, mais abalador. Se a Igreja se revolta tanto contra aquilo que condena como sendo uma "manobra" para vender livros, eu acho que é a própria Igreja, ao dar tanta importância ao que Saramago diz sobre o que escreve, que o ajuda a vender.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Um pouco por dia, todos os dias
Ao contrário do que o título sugere, hoje não fiz nada para o doutoramento.
Tinha pensado em seguir o lema "fazer alguma coisa para o doutoramento, nem que seja muito pouco, todos os dias", mas é óbvio que não vou conseguir. Em quatro anos, isso seria uma loucura. Pior, levar-me-ia certamente à loucura.
Mas a verdade é que ainda posso fazer qualquer coisa hoje: estou a ler o Caim de Saramago e acho que ainda consigo adiantar duas ou três páginas antes de me deixar vencer pelo cansaço deste dia particularmente longo.
Tinha pensado em seguir o lema "fazer alguma coisa para o doutoramento, nem que seja muito pouco, todos os dias", mas é óbvio que não vou conseguir. Em quatro anos, isso seria uma loucura. Pior, levar-me-ia certamente à loucura.
Mas a verdade é que ainda posso fazer qualquer coisa hoje: estou a ler o Caim de Saramago e acho que ainda consigo adiantar duas ou três páginas antes de me deixar vencer pelo cansaço deste dia particularmente longo.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
A bibliografia
A bibliografia é o início e o fim de todas as coisas, na investigação.
Nos casos mais extremos, é também o meio - ou seja, é mesmo tudo.
Não no meu, que gosto de inventar (até de mais). No meu caso, a bibliografia é um mal necessário.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Bibliografia
A única bibliografia da qual me foi dado conhecimento até agora foi a do seminário de especialidade (em Ensino do Português). São 5 títulos que só com muita imaginação seria capaz de relacionar uns com os outros. Só consegui comprar três:
The Learning Strategies Handbook
Processamento de frases em português europeu: aspectos cognitivos e linguísticos implicados na compreensão da língua escrita
Cânones literários e educação: os casos angolano e moçambicano
O primeiro é muito acessível e prático. Parece-me um livro tipicamente americano: tudo muito bem explicadinho, muito repetido (para não dizer repetitivo), para que toda a gente consiga perceber. Basicamente, expõe-se até à exaustão a forma como se podem e devem utilizar as aulas de língua para ensinar aos alunos estratégias de aprendizagem, que optimizarão a sua assimilação dos conteúdos.
O segundo é uma tese de doutoramento e adorei a forma como começa (primeira frase). No entanto, a partir daí, começou-se a tornar muito difícil para a minha cabecinha. Só espero não vir a precisar muito dele, porque acabei por emprestá-lo à minha colega de linguística!
O terceiro não sei, porque ainda não peguei nele. Vou pegar agora!
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